A relação entre dinheiro e ética

Todas as pessoas precisam de dinheiro para sua sobrevivência, principalmente no tempo do chamado capitalismo financeiro e do consumismo. Produtos e serviços de todos os tipos e valores são oferecidos massivamente pelos veículos de comunicação para todas as classes sociais. Para facilitar o acesso a esses produtos e serviços, os bancos oferecem seus empréstimos e financiamentos a juros altos maquiados por boa propaganda.

Partindo desta necessidade de ter o dinheiro para sobreviver nesse contexto, ou se adequar a ele, surgem os meios para se adquirir os recursos financeiros. Então, as pessoas passam a se relacionar com as fontes geradoras, e é neste ponto que surge a relação entre dinheiro e ética. Muitas dessas fontes podem fugir às noções éticas proporcionando, por meios escusos, benefícios indevidos que colocam o beneficiário às margens da legalidade, portanto, sujeito ao rigor das leis.

Por isso, toda pessoa deve preservar os valores éticos para todos os propósitos, inclusive na relação com o dinheiro.

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Editor de partitura para Linux

O editor de partitura que eu uso há alguns anos é o MuseScore, ele é um software livre que atende muito bem as necessidades de quem quer trabalhar com partituras das mais variadas formas, pois, possui um amplo leque de recursos. A questão é que para instalar no Linux é preciso um pouco de paciência. Eu utilizo um Linux Mandriva, e com os resultados das pesquisas feitas na internet achei que seria impossível utilizá-lo no Mandriva. Então resolvi fazer um contato direto com o Suporte MuseScore, e tive resposta rápida (menos de 48 horas) e objetiva nos termos:
Oi Juarez,
Obrigado por entrar em contato conosco.
Você pode instalar o MuseScore 2.0.3 através do AppImage. https://musescore.org/en/handbook/install-linux#AppImage

Confesso que, mesmo seguindo as orientações, não consegui, pois, estava cometendo um pequeno erro numa das páginas. Pedi ajuda de um colega que trabalha com computação, com experiência em Linux, então ele seguiu as orientações do link acima e concluiu para mim. Já estou a cinco meses utilizando o MuseScore no Linux Mandriva da mesma forma que usava no Windows.

Forte abraço.

Tosse com engasgo noturno

Juarez Barcellos - Jaqueira

Em meados de Fevereiro deste ano (2013) fui surpreendido por um sintoma noturno assustador que me levou a passar sete noites com medo de morrer. Inicialmente era só tosse causada por pigarro, mas rapidamente se transformou em engasgo assustador; passei a dormir sentado em cadeira e beber muita água, pois ela fazia descer da minha garganta alguma substância que causava tosse e, consequentemente, o engasgo. Numa noite fiquei tão tenso tentando controlar a tosse e o engasgo, que o medo de desmaiar passou a ser outra preocupação. Consultei-me com seis médicos, tomei xaropes de carbocisteína, maleato de dexclorfeniramina+betametasona, fiz nebulização, usei Decadrom injetável, fiz raio x dos pulmões , eletrocardiograma e ecocardiograma, assim descobri que tenho a válvula aorta bicúspide, mas isso não vem ao caso.

Dos seis médicos, três me recomendaram procurar um otorrino, e um deles diagnosticou doença do refluxo, aconselhou-me a consultar um gastroenterologista e alegou não poder receitar nenhum medicamento, pois naquele momento eu não estava em crise. Consultei-me com um gastro, ele me receitou omeprazou  (doze dupla|80mg/dia) depois de minha forte insistência e de afirmar que um clínico geral havia diagnosticado doença do refluxo, pois o mesmo afirmava que não eram sintomas de tal doença, então ele me encaminhou para um otorrinolaringologista e pediu uma endoscopia. Eu já estava tomando omeprazou há dois dias receitado por outro médico que confiou no diagnóstico dado pelo clínico, porém ainda não era a doze certa para o tratamento (doze dupla).

O otorrino afirmou imediatamente que eram sintomas de doença do refluxo (DRGE), mandou permanecer com com o omeprazol em doze dupla durante trinta dias, no mínimo, falou sobre a dieta que eu já estava fazendo, recomendou levantar um pouco a cabeceira da cama, fez uma vídeo laringoscopia, porém não teve boa visualização; então pediu uma tomografia computadorizada, pois a tosse fortíssima poderia ter causado algum dano. Nessa consulta tive a percepção de estar diante de um profissional competente, tanto pela capacidade técnica, quanto pela humildade de não subestimar o paciente, que, nos dias atuais, tem diante de si uma ferramenta de pesquisa extremamente democrática e riquíssima, que é a internet.

Concluindo: após uma semana fazendo uso do omeprazol em doze dupla (80 mg/dia, 40 pela manhã e 40 a tarde), não tive mais crise; tomei esta doze durante sessenta dias e estou a sessenta dias usando a 40 mg/dia (20 mg pela manhã e 20 mg a tarde). Mudei a forma de me alimentar, passei a fazer pequenas refeições a cada três horas  e não me deito antes de duas horas após ter feito uma refeição. Emagreci oito quilos em dois meses e ainda estou quatro quilos acima da minha média, todavia, posso desenvolver meus projetos em paz. 

Atualização em 09/08/2013: depois dos sessenta dias com 80mg (40 pela manhã e 40 a tarde) e noventa com 40mg (20 pela manhã e 20 a tarde), passeia usar somente 20mg a tarde. Não tive mais crise e estou muito bem.

Graças a Deus! Um agradecimento especial à minha esposa Érica por ter cuidado de mim!

Este relato é acessado todos os dias, por isso, decidi anexar parte de um estudo científico sobre o assunto para dar maior esclarecimento ao leitor. Leia atentamente:

DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO: revisão ampliada 

Ary NASI1, Joaquim Prado P. de MORAES-FILHO2 e Ivan CECCONELLO1  (p. 4 do arq. e 337 da obra)

Há tendência em tratar os pacientes com diagnóstico de esofagite com IBP*, em dose plena*, por 6 a 12 semanas. Alguns autores propõem administração de dose dobrada (o dobro da dose plena) para as esofagites de maior gravidade (graus III e IV de Savary-Miller ou C e D de Los Angeles).”

* IBP, sigla para Inibidores da bomba protônica (Omeprazol, Lansoprazol, Pantoprazol, Rabeprazol e Esomeprazol).

* IBP Dose plena diária: Omeprazol 40 mg // Pantoprazol 40 mg (quadro 2, p 4). Para ambos, a dose dobrada é 80 mg por dia. em duas tomadas, manhã e tarde,

“Em estudo baseado em revisão sistemática de literatura, todos os IBP foram melhores que a ranitidina e o placebo na cicatrização da esofagite.” 

“A história natural da DRGE ainda não é bem compreendida. De fato, embora os sintomas sejam crônicos e muitas vezes recorrentes, usualmente a esofagite não progride com o passar do tempo. Assim, apenas pequena proporção (menos de 15% dos pacientes sem esofagite ou com esofagite leve) progride para graus mais avançados da doença. Vale salientar que cerca de 80% dos pacientes com DRGE apresentam recidiva dos sintomas nos seis primeiros meses de interrupção do tratamento  medicamentoso. Nos casos em que é requerido o tratamento de manutenção, este deve ser feito utilizando-se IBP, empregando-se a dose mínima eficaz para controle dos sintomas.”

“O grande problema com o tratamento clínico da DRGE não é controlar os sintomas, mas sim manter os pacientes assintomáticos a longo prazo.”

“Visa o alívio dos sintomas, a cicatrização das lesões e a prevenção de recidivas e complicações. Do ponto de vista prático, objetiva-se reduzir o potencial agressivo do conteúdo gástrico, minimizando a agressão representada pelo ácido clorídrico do suco gástrico. Pode-se classificar a abordagem terapêutica em medidas comportamentais e farmacológicas, que deverão ser implementadas simultaneamente.” 

QUADRO 1 – Medidas comportamentais no tratamento da DRGE:

• Elevação da cabeceira da cama (15 cm).
• Moderar a ingestão dos seguintes alimentos, na dependência da correlação com os sintomas: gordurosos, cítricos, café, bebidas alcoólicas, bebidas gasosas, menta, hortelã, produtos de tomate, chocolate.
• Cuidados especiais para medicamentos potencialmente “de risco”: anticolinérgicos, teofilina, antidepressivos tricíclicos, bloqueadores de canais de cálcio, agonistas beta adrenégicos, alendronato.
• Evitar deitar-se nas 2 horas após as refeições.
• Evitar refeições copiosas.
• Redução drástica ou cessação do fumo.
• Reduzir o peso corporal (emagrecimento).

v. 43 – no.4 – out./dez. 2006 Arq Gastroenterol p.337 – Disciplinas de 1 Cirurgia do Aparelho Digestivo e Coloproctologia e 2 Gastroenterologia Clínica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Felicidade a todos, espero que tenha contribuído.

Visite também:  http://drauziovarella.com.br/   http://www.abcdasaude.com.br/    http://saudedigestiva.blogspot.com.br/


Veja a postagem original (4 de junho de 2013) com mais de duzentos comentários:
https://juarezbarcellos.wordpress.com/2013/06/04/tosse-com-engasgo-noturno/
Leia também o relato da Isabel Amaro sobre a “tosse coqueluche”. Destaco em seu relato as três fases da doença e o fato de ser contagiosa:
https://juarezbarcellos.wordpress.com/2014/08/26/tosse-coqueluche/

Tosse com engasgo noturno

Juarez Barcellos - Jaqueira

Em meados de Fevereiro deste ano (2013) fui surpreendido por um sintoma noturno assustador que me levou a passar sete noites com medo de morrer. Inicialmente era só tosse causada por pigarro, mas rapidamente se transformou em engasgo assustador; passei a dormir sentado em cadeira e beber muita água, pois ela fazia descer da minha garganta alguma substância que causava tosse e, consequentemente, o engasgo. Numa noite fiquei tão tenso tentando controlar a tosse e o engasgo, que o medo de desmaiar passou a ser outra preocupação. Consultei-me com seis médicos, tomei xaropes de carbocisteína, maleato de dexclorfeniramina+betametasona, fiz nebulização, usei Decadrom injetável, fiz raio x dos pulmões , eletrocardiograma e ecocardiograma, assim descobri que tenho a válvula aorta bicúspide, mas isso não vem ao caso.

Dos seis médicos, três me recomendaram procurar um otorrino, e um deles diagnosticou doença do refluxo, aconselhou-me a consultar um gastroenterologista e alegou não poder receitar nenhum medicamento, pois naquele momento eu não estava em crise. Consultei-me com um gastro, ele me receitou omeprazou  (doze dupla|80mg/dia) depois de minha forte insistência e de afirmar que um clínico geral havia diagnosticado doença do refluxo, pois o mesmo afirmava que não eram sintomas de tal doença, então ele me encaminhou para um otorrinolaringologista e pediu uma endoscopia. Eu já estava tomando omeprazou há dois dias receitado por outro médico que confiou no diagnóstico dado pelo clínico, porém ainda não era a doze certa para o tratamento (doze dupla).

O otorrino afirmou imediatamente que eram sintomas de doença do refluxo (DRGE), mandou permanecer com com o omeprazol em doze dupla durante trinta dias, no mínimo, falou sobre a dieta que eu já estava fazendo, recomendou levantar um pouco a cabeceira da cama, fez uma vídeo laringoscopia, porém não teve boa visualização; então pediu uma tomografia computadorizada, pois a tosse fortíssima poderia ter causado algum dano. Nessa consulta tive a percepção de estar diante de um profissional competente, tanto pela capacidade técnica, quanto pela humildade de não subestimar o paciente, que, nos dias atuais, tem diante de si uma ferramenta de pesquisa extremamente democrática e riquíssima, que é a internet.

Concluindo: após uma semana fazendo uso do omeprazol em doze dupla (80 mg/dia, 40 pela manhã e 40 a tarde), não tive mais crise; tomei esta doze durante sessenta dias e estou a sessenta dias usando a 40 mg/dia (20 mg pela manhã e 20 mg a tarde). Mudei a forma de me alimentar, passei a fazer pequenas refeições a cada três horas  e não me deito antes de duas horas após ter feito uma refeição. Emagreci oito quilos em dois meses e ainda estou quatro quilos acima da minha média, todavia, posso desenvolver meus projetos em paz. 

Atualização em 09/08/2013: depois dos sessenta dias com 80mg (40 pela manhã e 40 a tarde) e noventa com 40mg (20 pela manhã e 20 a tarde), passeia usar somente 20mg a tarde. Não tive mais crise e estou muito bem.

Graças a Deus! Um agradecimento especial à minha esposa Érica por ter cuidado de mim!

Este relato é acessado todos os dias, por isso, decidi anexar parte de um estudo científico sobre o assunto para dar maior esclarecimento ao leitor. Leia atentamente:

DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO: revisão ampliada 

Ary NASI1, Joaquim Prado P. de MORAES-FILHO2 e Ivan CECCONELLO1  (p. 4 do arq. e 337 da obra)

Há tendência em tratar os pacientes com diagnóstico de esofagite com IBP*, em dose plena*, por 6 a 12 semanas. Alguns autores propõem administração de dose dobrada (o dobro da dose plena) para as esofagites de maior gravidade (graus III e IV de Savary-Miller ou C e D de Los Angeles).”

* IBP, sigla para Inibidores da bomba protônica (Omeprazol, Lansoprazol, Pantoprazol, Rabeprazol e Esomeprazol).

* IBP Dose plena diária: Omeprazol 40 mg // Pantoprazol 40 mg (quadro 2, p 4). Para ambos, a dose dobrada é 80 mg por dia. em duas tomadas, manhã e tarde,

“Em estudo baseado em revisão sistemática de literatura, todos os IBP foram melhores que a ranitidina e o placebo na cicatrização da esofagite.” 

“A história natural da DRGE ainda não é bem compreendida. De fato, embora os sintomas sejam crônicos e muitas vezes recorrentes, usualmente a esofagite não progride com o passar do tempo. Assim, apenas pequena proporção (menos de 15% dos pacientes sem esofagite ou com esofagite leve) progride para graus mais avançados da doença. Vale salientar que cerca de 80% dos pacientes com DRGE apresentam recidiva dos sintomas nos seis primeiros meses de interrupção do tratamento  medicamentoso. Nos casos em que é requerido o tratamento de manutenção, este deve ser feito utilizando-se IBP, empregando-se a dose mínima eficaz para controle dos sintomas.”

“O grande problema com o tratamento clínico da DRGE não é controlar os sintomas, mas sim manter os pacientes assintomáticos a longo prazo.”

“Visa o alívio dos sintomas, a cicatrização das lesões e a prevenção de recidivas e complicações. Do ponto de vista prático, objetiva-se reduzir o potencial agressivo do conteúdo gástrico, minimizando a agressão representada pelo ácido clorídrico do suco gástrico. Pode-se classificar a abordagem terapêutica em medidas comportamentais e farmacológicas, que deverão ser implementadas simultaneamente.” 

QUADRO 1 – Medidas comportamentais no tratamento da DRGE:

• Elevação da cabeceira da cama (15 cm).
• Moderar a ingestão dos seguintes alimentos, na dependência da correlação com os sintomas: gordurosos, cítricos, café, bebidas alcoólicas, bebidas gasosas, menta, hortelã, produtos de tomate, chocolate.
• Cuidados especiais para medicamentos potencialmente “de risco”: anticolinérgicos, teofilina, antidepressivos tricíclicos, bloqueadores de canais de cálcio, agonistas beta adrenégicos, alendronato.
• Evitar deitar-se nas 2 horas após as refeições.
• Evitar refeições copiosas.
• Redução drástica ou cessação do fumo.
• Reduzir o peso corporal (emagrecimento).

v. 43 – no.4 – out./dez. 2006 Arq Gastroenterol p.337 – Disciplinas de 1 Cirurgia do Aparelho Digestivo e Coloproctologia e 2 Gastroenterologia Clínica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Felicidade a todos, espero que tenha contribuído.

Visite também:  http://drauziovarella.com.br/   http://www.abcdasaude.com.br/    http://saudedigestiva.blogspot.com.br/

Leia também o relato da Isabel Amaro sobre a “tosse coqueluche”. Destaco em seu relato as três fases da doença e o fato de ser contagiosa:


Veja a postagem original (4 de junho de 2013) com mais de duzentos comentários: https://juarezbarcellos.wordpress.com/2013/06/04/tosse-com-engasgo-noturno/
Leia também o relato da Isabel Amaro sobre a “tosse coqueluche”. Destaco em seu relato as três fases da doença e o fato de ser contagiosa:

Luz de óleo acesa no Peugeot 206

Este é apenas um relato de um problema que foi resolvido sem gastos desnecessários, algo que acontece quando se procura um mecânico desonesto, ou despreparado.

No início deste mês (junho de 2014) fui ao posto onde sempre faço a troca de óleo do meu Peugeot 206, porém, o refio de óleo estava em falta. Caí no erro de trocar o óleo sem trocar o refio. Três dias após, a luz do óleo começou a piscar, e permanecer acesa em marcha lenta. Fiquei preocupando, principalmente com a pressão da bomba de óleo. Procurei uma oficina próxima à minha casa e ao relatar o fato de trocar o óleo, porém não o refio, logo o mecânico disse: troca o refio. O auxiliar achou que seria inútil, mas obedeceu. Imediatamente após a troca o problema foi resolvido; parou de acender, ou piscar a luz de óleo.

O refio estava muito sujo, o carro já havia rodado mais de 10.000 Km com ele. Aliás, não deveria rodar tanto sem trocar o óleo. Lições aprendidas, não voltarei a cometer esses erros.

Tive susto, ma o meu gasto foi apenas com a compra do refio, pois não me cobraram a troca. Fiquei grato a eles pela honestidade e atenção imediata. 

Tosse Coqueluche

Este é um relato de Isabel Amaro sobre a “tosse coqueluche”. Destaco em seu relato as três fases da doença e o fato de ser contagiosa.

Gostaria de partilhar que a coqueluche (tosse convulsa, pertussis, whooping cough, tos ferina) está surgindo de novo em todo mundo – também conhecida como a tosse dos 100 dias. Há muito material brasileiro que podem consultar. Infelizmente em Portugal ninguém reconheceu os meus sintomas (sem ser eu e alguns amigos mais próximos). Criei um site, um blog e uma página no facebook. Há notícias de surtos por todo lado (principalmente nos sítios onde existem médicos elucidados sobre a forma como a doença se manifesta em pessoas que foram vacinadas em criança). Descobriram que a imunidade dada através da vacinação ou da doença não é vitalícia. Todos fomos perdendo imunidade. 80% dos que foram vacinados serão de novo contagiados pois é altamente contagiosa. Nem todos terão consciência disso porque em muitos só se manifestará através de uma tosse (até podem só transmitir a bactéria).
Dizem que 20% têm sintomas que ajudam a detetar os surtos. Esses sintomas têm 3 fases distintas: fase catarral (começa uma tosse que pode ter expetoração esbranquiçada); fase paroxística (onde começam os “ataques” incontroláveis e violentos deixando-nos sem ar e onde muitos fazem um barulho ao inspirar. em inglês esse barulho chama-se “whoop” e daí o seu nome- whooping cough. Dá também sensação de sufoco, eu pensei que fosse morrer sem conseguir respirar) e fase de convalescença (onde começamos a melhorar. nesta fase aparece a tosse tipo engasgo que eu tive e muitos parecem relatar aqui).
Ficava com os olhos cheios de lágrimas, depois dos ataques engolia várias vezes (pq há uma produção excessiva de saliva – descobri no site de um médico inglês). Muitos babam-se, fazem xixi nas calças, podem partir costelas… eu também me lembro de uns espasmos na zona abdominal e de uma espécie de ânsia em vomitar. Muito estranho mesmo!!
Sou professora e descobri outros professores e alunos que revelavam sintomas (alguns como os meus, outros com menos gravidade).
Contagiei o meu marido. Só soube que era coqueluche porque estava a contar que ele pudesse ser contagiado e sabia que mesmo com sintomas menos intensos era muito provável. Ele nunca tossiu de noite (ao contrário de mim). Parece que passou da 1ª fase para a 3ª. Quando ele começava com a tosse de engasgo começava a rir-me dele e dava-me um ataque de tosse com engasgo também (não é que isto tenha piada mas quando ele começou a sentir-se mal eu avisava “estás a ver, deves ter apanhado” e ele dizia que era do ar condicionado).
Falei com o Juarez e fico muito agradecida de ele me ter deixado à vontade de ir partilhando a minha experiência por aqui.
Acredito mesmo que a coqueluche anda por todo lado em força e é muito mais comum do que qualquer um de nós imaginava. Como tal, acredito também que muitos que encontram esta página procurando explicação poderão estar com coqueluche e se começarem a falar com as pessoas à volta (no trabalho, na escola, etc…) vão descobrir o que eu descobri.
Muitos dos adolescentes/adultos que apanham coqueluche não vão ao médico porque geralmente passam mal durante a noite e de dia sentem-se melhor. Mesmo indo ao médico eles não acreditam na severidade da tosse que tentamos explicar (eu já sabia este pormenor, sabia o que tinha e mesmo assim não consegui diagnóstico por forma a que a delegada de saúde fizesse alguma coisa).
Contactei dois especialistas estrangeiros por email, enviei análises feitas e ambos disseram que eu tive coqueluche.
No Brasil penso que vocês terão mais facilidade em “convencer” os médicos mas alerto para o facto de que nem todos estão ao corrente desta situação e não saberão diagnosticar (acontece isto em todo o mundo).
Se quiserem podem consultar o material que juntei:

http://tosseconvulsa.weebly.com/http://tosseconvulsa4u.blogspot.pt/https://www.facebook.com/tosse.convulsahttp://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/leia-mais-o-ministerio/635-secretaria-svs/vigilancia-de-a-a-z/coqueluche/13556-publicacoes-coqueluche  http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2014/julho/15/Coq-NI-Novas-Recomenda—-es-02-06-2014-FINAL.pdf

Se desconfiarem da coqueluche, tenham cuidado com os bebês. Para eles a doença é extremamente perigosa.

P.S. A tosse que tive, a tal paroxística (de meter medo de morrer) durou cerca de duas semanas. Sabia que não era asma nem alergia (porque conheço como isso é e esta tosse é MUITO diferente).

Tinha as minha dúvidas mas tinha uma forte intuição que era coqueluche. Vi os vídeos, reconheci a “minha” tosse e depois de descobrir outros professores e alunos não me restaram dúvidas. As análises foram feitas para eu conseguir (pensava eu) que a delegada de saúde tomasse medidas. Não tomou! Vamos ver como as coisas se passam em setembro quando a escola começar de novo por aqui em Portugal.

A todos que pensarem que estão a passar por isto, peço que ajudem a passar palavra. Não deixem que morra sequer um bebé com esta doença!

Refluxo em bebê

Resolvi relatar esse probleminha de refluxo que minha filha Bárbara, atualmente com três meses e dezoito dias, teve no seu segundo mês. Ela havia vomitado algumas poucas vezes no primeiro mês, o médico que fez sua primeira consulta, com quinze dias,  disse que só receitaria remédio anti refluxo se caso ela não estivesse ganhado peso, e recomendou observação; e assim fizemos.

No segundo mês ela passou a vomitar com mais frequência, um jato de leite era lançado a meio metro de distância dela.  Embora ela continuasse ganhando peso, resolvemos procuramos ema médica que receitou Domperidona, porém, nossa filha não aceitou, ela vomitava imediatamente após tomar o medicamento, e, obviamente, vomitava o medicamento e o leite que a havia alimentado. Tentamos por dois dias, mas não conseguimos.

Aí nos lembramos que ela era gulosinha desde a noite de seu nascimento, começamos então, a fracionar suas mamadas. Isso porque algumas vezes ela dormia após mamar dez minutos aproximadamente, que nos leva a crer que ela estava satisfeita, outras vezes ela ficava irritada e chorava, mas parava ao trocar de mama e logo dormia, nos levando a crer que aquela mama já estava vazia; porém, algumas vezes ela não dormia e não se dava por satisfeita, queria sempre mais leitinho.

Bárbara em casa 2Atualmente sempre que ela excede o tempo de dez minutos, deixamos mais uns três minutos, no máximo, então ela sai do colo da mãe e vem para o meu, canto alguma música e ela imediatamente para de chorar e fica calminha. Quando eu não estou em casa minha esposa tira ela do peito e anda, e conversa, com ela nos braços pela casa, então em mais dois ou três minutos ela esquece o quanto ela gosta de mamar.

É bom deixar claro que ela está ganhando peso e sempre que acorda de madrugada sussurrando algo que não entendo,  eu me levanto, pego-a nos braços e levo até a mamãe, aí ela chora um pouquinho, minha esposa acorda e dá mamá para ela. Depois de mamar, ela fica meia hora em pé nos braços da minha esposa que me avisa para que eu a leve de volta ao berço que está ao lado da nossa cama (ao meu lado).

Já estamos próximo do quarto mês e nada de sustos com refluxo ou vômitos, graças a Deus!

Espero que, se você tem um bebê que está passando por isso, não substitua o médico pela nossa experiência, mas que ela seja um acréscimo na tua própria.

Que Deus dê saúde ao seu bebê e sabedoria a você, e o que nos desejamos.

Contribua deixando seu relato abaixo.