Cultos ECBA 2018

O primeiro culto das crianças ECBA no ano 2018 foi no dia 29 de abril, com pregação da irmã Joyce, de Barra do Piraí;  e o segundo aconteceu no dia 08 de julho com pregação e encenação de Érica Ferreira, relacionadas ao apóstolo Paulo na ilha de Malta quando viajava para Roma.

Informações sobre as imagens expostas em juarezbarcellos.wordpress.com

Licença Creative Commons juarezbarcellos.wordpress.com de Juarez Barcellos de Paula licenciado sob uma LicençaCreativeCommonsAtribuiçãoNãoComercialCompartilhaIgual3.0NãoAdaptada.

Anúncios

Grupo ECBA 2017 – dia dos pais

Informações sobre as imagens expostas em juarezbarcellos.wordpress.com

Licença Creative Commons juarezbarcellos.wordpress.com de Juarez Barcellos de Paula licenciado sob uma LicençaCreativeCommonsAtribuiçãoNãoComercialCompartilhaIgual3.0NãoAdaptada

Grupo ECBA – festa dos dias 04 e 05 de 2017

Foram dois dias de muita alegria louvando a Jesus, nosso salvador, e ouvindo sua palavra. No dia 04 tivemos a pregadora Sara; no dia 05 a pregação ficou com a pastora Ednéia Pereira e o jovem Arthur. Na galeria abaixo estão imagens de ensaios, ornamentação e dos dois dias de cultos.

 

Informações sobre as imagens expostas em juarezbarcellos.wordpress.com

Licença Creative Commons juarezbarcellos.wordpress.com de Juarez Barcellos de Paula licenciado sob uma LicençaCreativeCommonsAtribuiçãoNãoComercialCompartilhaIgual3.0NãoAdaptada.

A APLICABILIDADE DA DANÇA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR NO ENSINO FUNDAMENTAL II

Artigo Técnico-Científico

Érica Ferreira de Souza Barcellos de Paula

“Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes.”
Paulo Freire

RESUMO

O presente estudo visa analisar a aplicabilidade da Dança na Educação Física Escolar no Ensino Fundamental II, bem como seu real potencial a ser explorado como alternativa de extrema relevância para a prática de tal disciplina. O estudo tem destaque específico em crianças do sexto ao nono ano no Ensino Fundamental II, porém, o contexto da Dança na Educação Física Escolar é amplo e envolve todas as fases do ensino escolar. Sendo assim, este estudo sobre a aplicabilidade da Dança na Educação Física Escolar, embora voltado para Ensino Fundamental II, consequentemente, coloca a Dança no foco do ensino escolar em seu contexto mais amplo. Na obtenção das informações necessárias para encontrar as respostas ao tema em questão, diversas fontes de pesquisa foram utilizadas aproveitando, inclusive,multiplicidade regional brasileira. Para analisar a aplicabilidade da Dança na Educação Física Escolar percebeu-se a necessidade de se pesquisar sobre o Histórico da Dança para então entender seu comportamento ao longo dos tempos. Começando pelos registros primitivos documentados em arte rupestre, passando pelas danças medievais e pelo balé clássico, até desencadear nas danças contemporâneas. Posteriormente a esse histórico da Dança, obteve-se informação para entender o contexto da aula de dança na Educação Física, ou seja, sua inserção nos documentos de PCN, sua aplicação pedagógica e adequação às estruturas escolares, além de sua importância no resgate cultural e na socialização dos alunos. Finalizou-se este estudo com um conjunto de informações sobre como o professor de Educação Física Escolar pode trabalhar a Dança para o Ensino Fundamental II. O resultado desse trabalho apresenta muitas informações favoráveis à aplicação da Dança na Educação Física Escolar, além de apontar ao professor de Educação Física quais as danças ele pode trabalhar no contexto da disciplina e como ele deve aplicá-las na prática de suas aulas.

Palavras-chave: Dança, Educação Física, histórico, relevância e aplicação.

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO
2 HISTÓRICO DA DANÇA
2.1 DANÇAS PRIMITIVAS E RELIGIOSAS
2.2 AS DANÇAS MEDIEVAIS E O BALÉ CLÁSSICO
2.3 DANÇAS CONTEMPORÂNEAS
3 DANÇA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR
3.1 A DANÇA NOS PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS
3.2 O QUE É E PARA QUÊ SERVE A DANÇA
3.3 RESGATE CULTURAL PELA DANÇA
4 COMO O PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR PODE TRABALHAR
A DANÇA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL II
4.1 CONHECENDO MELHOR OS ALUNOS
4.2 COMO INICIAR AS AULAS DE DANÇA NA ESCOLA
4.3 EXEMPLOS DE ATIVIDADES E DANÇAS
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1 INTRODUÇÃO

Ao observar a riqueza cultural, artística e rítmica exercida pela dança no aluno, bem como, um amplo leque de possibilidades de movimentos para a prática da Educação Física Escolar, sendo este último de maior relevância para nós profissionais da Educação Física, percebo que é de extrema importância a inserção da dança como instrumento de execução dos movimentos e do conhecimento relativos à prática da Educação Física, tendo em conta também, o seu alto grau de aceitação social. Estabeleceu-se, então, a realização desta pesquisa sobre a “aplicabilidade da dança na aula de Educação Física Escolar” pela influência que a dança pode resultar na vida do aluno de forma ampla.

É fato documentado de que a dança é aplicável no contexto da prática da Educação Física Escolar e que está, ainda que timidamente, em uso como modalidade na prática dessa disciplina. Baseado nisso, o objetivo deste trabalho é analisar como se dá a aplicação da dança nas aulas de Educação Física Escolar e como explorá-la em suas diversas formas de apresentação dentro do contexto escolar?

Este trabalho é de grande relevância por apresentar muitas alternativas para a aplicabilidade da Dança na aula de Educação Física Escolar, oferecendo ao professor informações sobre quais as danças e como aplicá-las transmitindo conhecimentos que contribuirão para o desenvolvimento do aluno nas mais diversas formas, gerando também o enriquecimento da aplicação dessa modalidade no contexto da disciplina. Sua aplicação estimulará nos alunos o desejo de serem criativos, e assim desenvolvendo a parte cognitiva, afetiva, psicossocial e psicomotora, dando-lhes a oportunidade de explorar seus movimentos de forma mais aprimorada e expressando suas emoções. A dança é motivadora da prática saudável de exercícios físicos, por meio de sua tendência envolvente, atrativa e desafiadora.

É relevante também por demonstrar através de pesquisas voltadas para os produtos da aplicabilidade da dança na Educação Física Escolar, o quanto é funcional a aplicação da dança como modalidade de exercício de Educação Física. E mostrar como as danças folclóricas brasileiras, tradicionais e populares, podem ser inseridas na prática da Educação Física Escolar. Além de entender como a dança pode aguçar a criatividade do aluno, e compreender a importância e pluralidade dessas danças para a cultura brasileira.

A metodologia utilizada foi a de revisão bibliográfica na obtenção das informações necessárias para encontrar as respostas ao tema em questão. Fez-se uso de diversas fontes de pesquisa aproveitando a multiplicidade regional brasileira. Para isso usou-se livros, documentos do PCN, artigos de revistas eletrônicas, teses, dissertações e monografia; abrangendo seis Estados da Federação: São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Norte.

Para analisar a aplicabilidade da Dança na Educação Física Escolar percebeu-se a necessidade de se pesquisar sobre o Histórico da Dança para então entender seu comportamento ao longo dos tempos. Começando pelos registros primitivos documentados em arte rupestre, passando pelas danças medievais e pelo balé clássico, até desencadear nas danças contemporâneas. Posteriormente a esse histórico da Dança, obteve-se informação para entender o contexto da aula de dança na Educação Física, ou seja, sua inserção nos documentos de PCN, sua aplicação pedagógica e adequação às estruturas escolares, além de sua importância no resgate cultural e na socialização dos alunos. Após os estudos sobre o histórico da Dança e sua aplicação nas aulas de Educação Física, finalizou-se com um conjunto de informações sobre como o professor de Educação Física pode trabalhar a Dança para o Ensino Fundamental II.

2 HISTÓRICO DA DANÇA

As primeiras manifestações de danças praticadas pelo homem foram tipicamente imitativas, nelas, os dançarinos simulavam os acontecimentos que almejavam que viesse a se tornar realidade. Os homens daquela época acreditavam que forças misteriosas estariam conspirando contra sua realização (COLETIVO DE AUTORES, 1992).

2.1 DANÇAS PRIMITIVAS E RELIGIOSAS

Magalhães afirma que figuras gravadas em paredes de cavernas e grutas, que datam de até 1000 anos, para muitos arqueólogos, podem representar imagens de seres humanos dançando. Por exemplo, a figura encontrada na parede da gruta Gabillou na Dordonha, perto de Mussidan, na França (MAGALHÃES, 2005).

Uma das imagens mais antigas representando a dança, data do Mesolítico a aproximadamente 8300 A.C, descoberta na caverna de Cogul, localisada na província de Lérida, na Espanha. Há ainda, outra imagem observada que representa grupos com cultura identificada com a da Idade da Pedra. Esse é o caso dos bushmen da África do Sul, figurando pessoas dançando em torno de animais que seriam sacrificados. Dança semelhante é executada pelos kurnai da Austrália meridional. Em ambos os grupos percebe-se a atividade de sobrevivência, neles a caça, provêm de uma dança ritualística. Nesses ritos há ainda outro elemento empregado, que são as máscaras, pois se acreditava que com o rosto coberto, podiam assimilar poderes místicos oriundos da divindade, por exemplo, a força do animal a ser abatido, ou a benevolência de algum espírito para a comunidade. As máscaras eram usadas também como ferramentas para expulsar demônios (MARIBEL, 1989).

A arqueologia esclarece sobre o passado da humanidade ao traduzir escritas de povos da antiguidade, e indica a existência da dança como parte integrante de cerimônias religiosas, levando a crer que a dança nasceu da religião, ou ainda, que ambas nasceram ao mesmo tempo (FARO, 1986).

Um exemplo típico entre as civilizações antigas, nas quais a dança tinha caráter sagrado, se destaca o Egito. Para os egípcios, a dança tinha um caráter extremamente ritualístico, como por exemplo, a adoração de divindades como Osíris, Isis e seu filho Horustrindade básica da religião egípcia (NANNI, 2003).

As danças primitivas estavam extremamente ligadas à religião. Para elas a ligação entre o homem e o divino aconteceria por meio de suas danças.

Pode-se afirmar também que os gregos valorizaram a Dança desde os primórdios da civilização. Ela aparece em mitos, lendas, cerimônia, literatura e também como matéria obrigatória na formação do cidadão (MARIBEL, 1989).

Para os gregos a Dança era como um dom divino e ainda como um canal de comunicação entre os homens e os deuses, portanto a Dança estava no campo religioso com uso ritualístico (MAGALHÃES, 2005).

2.2 AS DANÇAS MEDIEVAIS E O BALÉ CLÁSSICO

Na Idade Média, as danças populares usavam movimentos livres, nos quais os participantes poderiam criar movimentos livres durante a dança. As coreografias nessas danças apenas orientam os movimentos conjuntos para que os participantes possam dividir o momento da dança. Os passos são contextualizados juntamente com a emoção proporcionada pela dança, podendo ser copiados e reutilizados em outras festividades. Ao dançar uma carola pode-se criar um passo novo e introduzi-lo no calor do momento. Todos os participantes criam e reproduzem movimentações corporais, sem distinção (SOUZA, 2009).

Os especialistas em danças medievais são praticamente unânimes em apontar que as danças de salão, que floresceram entre a nobreza europeia, descendem diretamente das danças populares. Ao serem transferidas do chão de terra das aldeias para o chão de pedra de castelos medievais, essas danças foram modificadas; abandonou-se o que nelas havia de pouco nobre, nos “loures”, nas “alemandas” e nas “sarabandas” dançados pelas classes que se julgavam superiores (FARO, 1987, p. 31).

Novas regras dentro da dança da corte ligadas a uma nova postura possibilitam e exigem mudanças de atitudes corporais. Passa-se então a construir um novo corpo através destas novas regras, dando origem a uma nova concepção estética ligada diretamente com a força e com a rigidez dos movimentos (SOUZA, 2009).

Segundo Bisse (1999) os balés da corte foram criados a partir das danças populares, que inicialmente, na época de Luís XIII, era um ótimo meio de propaganda, se tornou uma maneira de afirmar o princípio monárquico. Esses balés eram uma cerimônia de adoração ao Rei. O balé da corte, inicialmente era um baile que se organizava tendo centro temático um ato dramático. Somente a partir do século XVII, na França, que o balé foi transformado, principalmente quando Luís XIV fundou a Academia Real de Dança e de Música, com o propósito de restabelecer a dança em toda sua perfeição. Para isso, ela precisava ser trabalhada por profissionais, e isso veio a acontecer a partir de 1681. Então foram criadas as bases do balé clássico internacional, que veio a ser extraordinariamente projetada.

Puoli (2010) destaca que a história do ballet teve início na Itália e depois, com a chegada dos Medicis na França, fortaleceu-se também nesse país. Esse período do ballet romântico vai de 1830 até aproximadamente 1870 e depois a Dança passou a declinar na Europa. Porém, na Rússia, devido ao patrocínio do czar, esse declínio não ocorreu. Então, o centro mundial da dança mudou-se de Paris para São Petersburgo. A Rússia se tornou atraente para muitos bailarinos e coreógrafos franceses que migraram para trabalhar na sede do balé.

O balé em seu apogeu alcançou todas as cortes europeias, e ganhou novo impulso na Rússia principalmente pelo interesse dos governantes pela nova arte, o que fez com que o país se tornasse um refúgio temporário de bailarinos franceses e italianos que buscavam trabalho (FARO, 1986).

Segundo Souza (2009) o Balé Clássico como é conhecido atualmente mantém-se imutável em seu aspecto coreográfico, tanto quanto, em sua formação estrutural rígida acadêmica, na qual os bailarinos são submetidos às técnicas mecanicistas, dentro da mesma lógica de tensões entre os indivíduos participantes. Sobre a manutenção de elementos técnicos dentro da estrutura do balé, Magalhães (2005) afirma que algumas das técnicas utilizadas na Dança dos gregos se mantêm até os dias de hoje dentro do balé clássico, uma delas é a meia ponta, ou releve, absorvido pelo balé de corte e mais tarde pela técnica clássica. Existem muitos documentos épicos que podem dar alguma noção sobre a técnica de Dança usada pelos gregos.

2.3 DANÇAS CONTEMPORÂNEAS

Dentro do termo contemporâneo encontra-se variedade de interpretações, porém alguns conceitos parecem apresentar maior lucidez ao conduzirem um raciocínio explicativo voltado para a lógica temporal, ou seja, associando o termo a um conjunto mais amplo de manifestações artísticas de Dança produzidas atualmente. Portanto, afirmando que “Dança contemporânea é tudo aquilo que se faz hoje dentro dessa arte. Não importa o estilo, a procedência, os objetivos nem a sua forma. É tudo aquilo que é feito em nosso tempo, por artistas que nele vivem” (FARO, 1986, p. 124).

Teve início no século XIX o movimento contra a formalização do aprendizado da Dança. Havia duas correntes de ensino da Dança, uma moderna surgindo com elementos conceituais novos, e outra, tradicional acadêmica voltada para a formalização rígida e técnica do balé clássico. Essas duas correntes passam divergências por questões estruturais em suas teorias fundamentais filosóficas para as quais são exigidas aos professores competências diferenciadas para o ensino da arte em questão (NANNI, 1995).

Segundo Bisse (1999), o declínio do balé se percebia claramente já no início do século XX, quando não era mais possível encontrar os grandes e tradicionais balés na França, na Itália, nem mesmo em outros países da Europa, somente na Rússia sob a proteção do Czar permanecia o balé clássico em sua essência original. Abria-se espaço, portanto, para as novas manifestações corporais, nas quais a técnica mecânica clássica era questionada e substituídas para permitir novos conceitos de dança no senário artístico da época.

Há tendência a se afirmar que a dança contemporânea surgiu na década de 60 como uma forma de protesto ou rompimento com a cultura clássica até então predominante. Na década de 1980, houve um período de intensas inovações e experimentações que muitas vezes beiravam a total desconstrução da arte, em fim a dança contemporânea começou a se definir procurando desenvolver uma linguagem própria, todavia, permaneça algumas vezes com evidente referência ao balé clássico (CARBONERA E CARBONERA, 2008).

3 DANÇA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR

A dança dentro de um contexto escolar se apresenta como uma alternativa de experiência lúdica que se mostra muito construtiva, pois está ao alcance de todos, tendo em vista que seu instrumento central é o corpo humano com seus movimentos. A escola não deve ter a intenção de formar bailarinos, mas sim de proporcionar ao aluno um contato mais efetivo e intimista com a possibilidade de se expressar criativamente com o movimento corporal dentro de um conjunto de normas técnicas básicas avaliadas pedagogicamente (CARBONERA E CARBONERA, 2008).

A Dança encontra na escola uma estrutura favorável à sua prática, ainda que com aplicações básicas voltadas para a prática da Educação Física Escolar, sem aprofundamento técnico.

De acordo com Marques a escola não é o único lugar para que se aprenda a dança com qualidade, profundidade, compromisso, amplitude e responsabilidade, no entanto, ela é hoje um lugar privilegiado para que isso aconteça. E talvez não deva ser o único lugar para o aprendizado artístico, uma vez que, no contexto escolar, ela será parte de uma disciplina dentro de um conjunto mais amplo de conteúdo a ser ensinado pela escola (MARQUES, 2007).

Dentro do contexto do ensino de Dança nas aulas de Educação Física Escolar Carbonera e Carbonera (2008) contribuem ao afirmar que a possibilidade de compreender o corpo por meio da dança e, ao paralelamente, estabelecer múltiplas relações com outras áreas do conhecimento analisando, discutindo, refletindo e contextualizando seu papel na contemporaneidade, necessariamente passa a ser o campo de atuação de quem trabalha com seres humanos, principalmente daqueles que trabalham com educação, em que a multiplicidade cultural e física presentes nas salas de aula exige acompanhamento pedagógico constante para que o resultado da aplicação da Dança nas Aulas de educação Física Escolar seja saudável e favorável ao aluno.

Para Ferreira (2009) a prática da Dança na Educação Física Escolar não pode ser unicamente objeto de recreação, utilizada em festas e eventos públicos com objetivo de preencher um roteiro de apresentações, ou tão pouco, ser simplesmente voltada para o exercício de habilidades motoras, mas deve cuidar do equilíbrio psíquico, para que o aluno possa expressar-se criativa e espontaneamente, externando suas particularidades culturais dentro de uma manifestação coletiva.

A Dança aplicada na Educação Física Escolar tem papel essencial nas atividades lúdicas e pedagógicas, despertando no aluno uma relação concreta dele com o mundo. Proporcionando maior relação com o meio onde vive e, consequentemente, ampliando sua percepção com o mesmo (LEITE, 2012).

Ferreira (2009) esclarece que, em relação ao papel pedagógico da Dança Escolar, deve-se considerar sua atuação integrada à Educação Física, portanto, tratando-se da uma dança aplicada às aulas de Educação Física Escolar. E dentro desse contexto pedagógico, ela deve visar o aumento da autoestima, o combate ao estresse, a melhoria da postura corporal, além de auxiliar na aquisição e manutenção da saúde, aptidão social, mental, psíquica e física. Fazendo com que a Dança na educação física Escolar tenha uma atuação muito mais ampla e ofereça um resultado proveitoso ao aluno nos mais diversos pontos e aspectos de sua vida.

3.1 A DANÇA NOS PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS

Levar a Dança para o ensino nas escolas é um dos objetivos expostos nos Parâmetros Curriculares Nacionais, juntamente com as artes visuais, a música, e o teatro.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais de Arte têm como objetivo levar a Dança para as aulas de Educação Física Escolar, bem como as artes visuais, a música e o teatro para serem aprendidos na escola, na busca de proporcionar ao aluno maior contato com artes que até então não eram aprendidas nas escolas. Neste contexto, a Dança se aproxima diretamente com a educação Física Escolar, por ser esta uma arte que se utiliza do movimento do corpo físico humano para sua prática, o que a classifica dentro da prática dessa disciplina como um elemento de extrema utilidade tendo em vista seu amplo leque de possibilidades de movimentação do corpo (BRASIL, 1998).

A Educação Física Escolar, dentro do que está proposto nos Parâmetros Curriculares Nacionais, é a área do conhecimento que tem a capacidade de introduzir e integrar os alunos numa cultura corporal do movimento ordenado, que pode ter como finalidade finalidades: o lazer, a expressão de sentimentos, a valorização dos afetos e das emoções, além da busca pela manutenção e melhoria da saúde. Portanto, a Dança, atendendo a esses requisitos práticos, está inserida no plano da Educação Física Escolar.

A Dança aplicada nas aulas de Educação Física pressupõe um rompimento com a maneira tradicional para que os conteúdos que favorecem os alunos que já têm aptidões sejam passados dentro de um eixo estrutural de ação pedagógica que valorize o princípio da inclusão, buscando uma perspectiva metodológica de ensino e aprendizagem que tenham como objetivo o desenvolvimento da capacidade do aluno em participar das atividades, a valorização da prática da parceria nas atividades em grupo, a percepção da necessidade de interagir socialmente, o conhecimento e o respeito aos valores e princípios democráticos, bem como o exercício de seus direitos e deveres dentro desse contexto.

Dessa maneira é possível acreditar que os alunos do Ensino Fundamental II (objeto deste estudo), assim como todos os demais, terão a oportunidade de usufruir da riqueza de movimentos e valores culturais oferecidos pela Dança. E dentro desse contexto de valorização do aluno, da ação pedagógica e da inserção de outros mecanismos de ensino, pode-se afirmar que há uma busca em benefício do exercício crítico da cidadania (BRASIL, 1998).

A partir dos anos 1980, o panorama pedagógico da Educação Física escolar passou a sofrer intensas transformações quanto às metodologias e formas pedagógicas utilizadas, uma vez que, até então, apresentava-se essencialmente sob as vertentes: tecnicista, esportivista e biologicista. Desde então, coexistem na área da educação física inúmeras tendências pedagógicas com base em abordagens e concepções, que visam uma tentativa de rompimento com os modelos tradicionais, além de diversificar, humanizar e democratizar a prática docente nessa área (CATIB, TREVISAN E SCHWARTZ, 2009).

A Dança foi incluída nos Parâmetros Curriculares Nacionais no ano de 1997 e foi reconhecida no Brasil como uma forma de conhecimento a ser aplicada nas aulas escolares, sendo ela uma rica fonte de prática de movimentos corporais alinhado a um conjunto de valores culturais. Portanto, ela vem sendo aplicada nas aulas de Educação Física Escolar em território nacional atendendo a essa inclusão nos PCN (MARQUES, 2007).

3.2 O QUE É E PARA QUÊ SERVE A DANÇA

Considera-se a dança uma expressão representativa de diversos aspectos da vida do homem. Pode ser considerada como linguagem social que permite a transmissão de sentimentos, emoções da afetividade vivida nas esferas religiosidade, do trabalho, dos costumes, hábitos, da saúde, da guerra (COLETIVO DE AUTORES, 1992, p. 58).

É comum o entendimento de que a dança é uma das mais divertidas maneiras para ensinar, entender e desenvolver o potencial do corpo humano de forma prática e objetiva principalmente quando os alunos são crianças. Enquanto os alunos se movimentam dançando, o professor tem a possibilidade de ensinar-lhes diversos aspectos inerentes à Educação Física, tais como a noção de espaço, o desenvolvimento físico, a sociabilidade e a noção rítmica, pois no relacionamento entre os alunos em aula, eles passam a conviver com a necessidade de respeitar o espaço do colega que também deve estar engajado no mesmo espírito coletivo da dança. Além disso, os alunos passam a perceber dentro da linguagem corporal da Dança, uma forma mais alegre e divertida para expressar seus mais diversos sentimentos e até mesmo seus conhecimentos culturais adquiridos no meio onde vivem, sejam eles relativos à Dança,não. Tudo isso contribui para enriquecimento do aluno de forma individual e coletiva, pois colabora para a quebra de barreira como a timidez e auxilia no combate à baixa autoestima (LEITE, 2012).

A aplicação da Dança nas Aulas de Educação Física Escolar abre espaço para que o homem se expresse através de seus movimentos mais primitivos e contemporâneos ao mesmo tempo, onde as emoções mais comuns passíveis de manifestações cotidianas sejam incluídas no processo de aprendizagem, e, como afirma Bisse (1999, p.63), “não sejam excluídas pelo processo de racionalismo instrumental desenvolvido na escola e na sociedade em geral”.

A Dança aplicada na Educação Física Escolar serve para tornar o ser humano mais sensível às práticas de seus atributos naturais assumindo necessariamente o papel de coordenadora dos valores que norteiam esses atributos para que os mesmos regulem tais práticas ordenada e democraticamente tanto nos aspectos individuais, quanto coletivos (BISSE, 1999).

O ser humano exerce diferentes maneiras de se compreender o mundo, e para expressar essas diferentes formas de interpretação do mundo o homem utiliza-se de variedades de linguagens. A Dança é uma das linguagens para a compreensão cognitiva do mundo utilizada a milhares de anos conforme já descrito anteriormente neste estudo, portanto, seu emprego nas aulas de Educação Física Escolar oferece aos alunos uma possibilidade riquíssima para a prática dessa compreensão do mundo. Os alunos expressam sua compreensão do mundo e de si próprios, por meio dos movimentos corporais dentro da concepção de belo, e para isso, extraem de si o que há de mais puro e sincero (BISSE, 1999).

Para Sócrates, um dos grandes filósofos gregos, descrito por seu discípulo Platão em Leis VII, a Dança era considerada como a atividade que tinha as características necessárias para a formação do cidadão por completo. Para ele, a Dança daria proporções corretas ao corpo, proporcionaria vivência cotidiana com boa saúde, e, além disso, seria ótima para auxiliar na prática da reflexão estética e filosófica. Por isso deveria fazer parte da educação grega (MAGALHÃES, 2005).

A Dança é um rico conteúdo a ser ensinado nas aulas de Educação Física Escolar, tanto pela variedade de possibilidades, quanto pelo valor cultural agregado a ela. Segundo Nascimento (2011, p.12), “através dela permitimos aos alunos expressar seus desejos, expectativas e necessidades”.

3.3 RESGATE CULTURAL PELA DANÇA

A Dança promove um resgate ao conhecimento cultural por estar ligada às origens étnicas, por representar povos e tribos antigas, por manifestar costumes e tradições dos homens nas mais diversas épocas ao longo da história, portanto, por estar ela intimamente envolvida nas manifestações culturais humanas desde todos os tempos e ao mesmo tempo ser uma linguagem de fácil entendimento e totalmente atualizada (NASCIMENTO, 2011).

“Faz-se necessário o resgate da cultura brasileira no mundo da dança através da tematização das origens culturais, sejam do índio, do branco ou do negro, como forma de despertar a identidade social do aluno no projeto de construção da cidadania.” (COLETIVOS DE AUTORES, 1992, p. 59).

Uma das maneiras de se pôr em prática esse resgate cultural por meio da Dança aplicada nas aulas de Educação Física Escolar, é inserir as danças folclóricas no contexto das aulas, pois o conhecimento do folclore inserido no contexto da Dança Escolar é atividade física, formativa e atividade de socialização, uma vez que favorece o desenvolvimento dos aspectos da personalidade, da valorização de convívio em grupo e de preservação de elementos culturais de importância histórica no conhecimento das origens de povos, tribos e raças. Portanto, é um trabalho de extrema importância dentro da Educação Física Escolar, porque mostra aos alunos a existência de um patrimônio cultural e histórico que carece de preservação para que as gerações vindouras também possam ter acesso a essas informações de forma prática e objetiva como deve ser na aplicação da Dança Folclórica nas aulas de Educação Física Escolar (FERREIRA, 2009).

A dança atende também como promotora de uma vida social integrada e saudável, isto pelos meios já mencionados neste estudo. Mas, além de todos os fatores que respondem ao que é e para quê serve a Dança, já descritos anteriormente nesta pesquisa, pode-se afirmar que ela desperta outros interesses por elementos que norteiam a dança, como o visual, destacado nas coreografias, e o auditivo, centrado nas músicas. Esses elementos, tanto os ensinados nas aulas escolares, quanto os trazidos pelos alunos como exemplos de conhecimentos adquiridos em seus ambientes familiares ou em outros convívios, devem ser valorizados. Esses elementos norteadores somados aos princípios elementares da Dança, ou seja, aos movimentos corporais, proporcionam a melhora na autoestima da criança e promovem a inclusão escolar, pois valorizam os costumes e os ambientes das comunidades onde a criança está inserida (FERREIRA, 2009).

Com base nos diversos pontos destacados até aqui neste estudo pode-se afirmar que a Dança aplicada na Educação Física Escolar proporciona ao ser humano o educar-se e, consequentemente, preparar-se para viver melhor cada dia por meio do ato de dançar. E isso dentro de um contexto pedagogicamente acompanhado (CATIB, TREVISAN E SCHWARTZ, 2009).

4 COMO O PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR PODE DESENVOLVER A DANÇA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL II

O professor de Educação Física deve estar ciente de que a criança do Ensino Fundamental II tem a necessidade de viver experiências que possibilitem o despertamento e aprimoramento de sua criatividade e capacidade interpretativa. Isso se dá por meio de atividades que favoreçam a sensação de alegria, utilizando-se de aspecto lúdico, para que a partir daí, ela possa retratar e canalizar o seu humor, seu temperamento, em fim, seu comportamento de maneira geral através da liberdade de movimento, expressão e desenvolvimento. Essas experiências podem ser desenvolvidas por meio da Dança aplicada na Educação Física Escolar (CARBONERA E CARBONERA, 2008).

Para o ensino da dança, há que se considerar que o seu aspecto expressivo se confronta, necessariamente, com a formalidade da técnica para sua execução, o que pode vir a esvaziar o aspecto verdadeiramente expressivo. Nesse sentido, deve-se entender que a dança como arte não é uma transposição da vida, senão sua representação estilizada e simbólica. Mas, como arte, deve encontrar os seus fundamentos na própria vida, concretizando-se numa expressão dela e não numa produção acrobática. (COLETIVO DE AUTORES, 1992, p. 58).

A Dança tem um universo de possibilidades de aplicação tal, que oferece aos educadores uma flexibilidade muito ampla na utilização da Dança na aula de Educação Física Escolar. A variedade de estilos dançantes e de movimentos ligados a esses estilos proporcionam combinações de números expressivos colocando diante do professor um grande leque de conteúdo a ser ensinado na instituição escolar. (NASCIMENTO, 2011).

Leite (2012, p.33) afirma que “a Dança no ambiente escolar não deve priorizar a realização de movimentos corretos e perfeitos”, mas deve ter como base a aplicação dos elementos técnicos simplificados sem ter a excelência na prática da dança como objetivo de resultado imposto ao aluno. Deve ainda estimular e proporcionar a prática da improvisação e da busca por movimentos livres onde o aluno seja também criador dos movimentos e da dança e não apenas mero reprodutor de ensinamentos repetitivos e desgastantes que acabam por desestimular o aluno a praticar a Educação Física por meio da Dança Escolar.

4.1 CONHECENDO MELHOR OS ALUNOS

É preciso buscar a informação mais ampla possível sobre o aluno para que, por meio dela, o professor possa conhecê-lo melhor, e partindo desse conhecimento sobre ele, engajar-se na elaboração de novos projetos, buscar meios para redefinir os objetivos, empenhar-se na busca por variedade de conteúdos significativos e atraentes para os alunos, e, além disso, encontrar novas formas de avaliar que resultem na criação de novas propostas metodológicas capazes de inserir o aluno e envolvê-lo no contexto da aplicação do conteúdo, tendo com isso, o intuito de viabilizar a aprendizagem (BRASIL, 1998).

Com base nos conceitos estabelecidos nos Parâmetros Curriculares Nacionais é possível afirmar que a atuação do próprio aluno na sinalização dos horizontes que possibilitam visualizar os conteúdos favoráveis e passíveis de aprendizagem é indispensável, relevante e insubstituível:

Por mais que o professor, os companheiros de classe e os materiais didáticos possam, e devam contribuir para que a aprendizagem se realize, nada pode substituir a atuação do próprio aluno na tarefa de construir significados sobre os conteúdos da aprendizagem. É ele quem vai modificar, enriquecer e, portanto, construir novos e mais potentes instrumentos de ação e interpretação. (BRASIL, 1998, p. 72).

Tendo em prática essa busca por conhecer melhor o aluno, na aplicação da Dança Escolar, o professor deve valorizar as possibilidades expressivas de cada aluno. O professor deve ter a liberdade para permitir ao aluno expressar de forma espontânea essas possibilidades e, não apenas isso, mas deve também, favorecer o surgimento delas.

O professor na busca por conhecer melhor o aluno deve abandonar a formação técnica formal, pois, ela pode vir a distanciar o aspecto verdadeiramente educacional da prática da Dança Escolar. Ferreira (2009) defende que é o desenvolvimento prático de variados tipos de dança, com suas movimentações específicas, porém, sem ênfase nas técnicas formais de danças tradicionais como o balé clássico, danças modernas, como o jazz, ou de danças contemporâneas baseadas na rigidez e na tensão técnica do balé clássico.

O professor deve trabalhar a Dança na aula de Educação Física Escolar possibilitando a variedade de experimentações corporais que desenvolvam diversas habilidades de execução, expressão e interpretação. O professor que trabalha com Dança na Educação Física Escolar deve exercitar, constantemente, sua criatividade para que ele consiga, partindo disso, organizar o conteúdo e os conhecimentos a serem transmitidos aos alunos. Ele deve também organizar o tempo escolar destinado a cada atividade a ser desenvolvida proporcionando adequação às necessidades de cada atividade para que o aproveitamento do conteúdo seja pleno e seu desenvolvimento  não seja interrompido (FERREIRA, 2009).

4.2 COMO INICIAR AS AULAS DE DANÇA NA ESCOLA

O trabalho de Dança na Escola deve ser iniciado com as danças da atualidade, para motivar a participação dos alunos, fazendo com que eles realizem outros tipos de danças posteriormente (CARBONERA E CARBONERA, 2008).

Segundo Meirelles (2015), iniciar o trabalho fazendo um mapeamento da cultura corporal dos alunos pode ser uma boa forma. Conhecer as músicas e danças que eles gostam. Essa iniciativa serve como ponto de partida para o planejamento das aulas, no qual, as danças que os alunos já conhecem não devem ser ignoradas.

O professor empenhado no conhecimento dos contextos aos quais os alunos pertencem, busca também os propósitos de tais contextos se tornando um articulador, um interlocutor entre eles e o conhecimento em dança a ser desenvolvido na escola. Isso quer dizer que o professor atento ao conteúdo cultural que faz parte do cotidiano do aluno, pode utilizar esse mesmo conteúdo para facilitar a prática de suas aulas de Dança nas aulas de Educação Física Escolar.

O professor pode também escolher e intermediar as relações entre as danças praticadas pelos alunos fora da escola, ou seja, seus repertórios pessoais e culturais, para utilizá-lo como facilitador na inserção de outros elementos da Dança que ainda não fazem parte de seus repertórios. Por exemplo: o rap, o funk, a dança de rua, e ainda seus movimentos pessoais, juntamente com as danças dos artistas de forma geral, tal como o mestre de capoeira, a passista, um coreógrafo contemporâneo, etc. Todo esse conhecimento pode ser trabalhado em sala de aula. O aproveitamento dessas danças e dessas manifestações dançantes, podem contribuir para que as aulas de Dança dentro do conteúdo programado pelo professor tenha maior aceitação (MARQUES, 2007).

Existem Danças com conteúdo relacionado com a realidade social em que vivem os alunos dentro de suas comunidades. Ao estimular a identificação das relações entre os personagens dessas danças, o tempo delas e a construção coletiva dos espaços de representação e das coreografias que as envolvem, possibilita-se a organização de apresentações de produção e criação para a escola e também para as comunidades. É possível fazer avaliações individuais e coletivas relacionadas às participações na produção e criação dessas apresentações (COLETIVO DE AUTORES, 1992).

4.3 EXEMPLOS DE ATIVIDADES E DANÇAS

Segundo Carbonera e Carbonera (2008), um exemplo de atividade indicada para o Ensino Fundamental II, ou seja, para alunos do sexto ao nono ano do Ensino Fundamental, usado no desenvolvimento do ritmo, inicia-se com os alunos organizados em blocos, com numero par de elementos em cada fileira, cada aluno segurando dois bastões de madeira (cabo de vassoura cortado 25 cm), determinado anteriormente com qual colega mais próximo será formado uma dupla durante o exercício. Posteriormente inicia-se a execução em quatro tempos, sendo que nos três primeiros tempos deve-se bater seu próprio bastão um no outro e no quarto tempo, bater no bastão do colega que esta de dupla, e aí faz variações o exercício em três tempos ou em dois; Cada aluno com um arco, disperso na quadra, em três tempos realizar dois passos, jogar o arco para cima e no quarto tempo pegar com a outra mão; Alunos dispersos na quadra, usar variados ritmos (rock, bolero, funk, sapateado, etc.) e se possível fazer uma montagem, unindo pequenos trechos de cada musica ou ritmo, sendo musicas lentas, moderadas e aceleradas.

Exercício para desenvolver a expressão corporal: inicialmente divide-se a turma em grupos e, algumas sensações ou estados afetivos escritas antecipadamente em pedaços de papel (amor, ódio, calor, frio, fome, alegria, etc.), sorteie uma sensação para cada grupo, coloque uma música de ritmo moderado e peca para que todos ao mesmo tempo, criem movimentos individuais sobre a sensação que o grupo vivenciou. Em seguida cada grupo deve criar de três a quatro movimentos relativos à sensação do grupo e apresentara para o restante da turma; o próximo passo é unir os movimentos de todos os grupos e com auxilio do professor montar uma coreografia (CARBONERA E CARBONERA, 2008).

Ao escolher uma Dança Folclórica específica, não é preciso utilizar seus passos originais ou tradicionais, pois isso poderia tornar inviável e também requereria muita pesquisa para obter os detalhes típicos da dança escolhida. Cabe ao professor e aos próprios alunos criarem movimentos dentro do ritmo folclórico escolhido; o importante é desenvolver alguns elementos que associem os movimentos com a dança específica tendo como objetivo desertar no aluno o gosto por ritmos de raiz histórica relevante e a curiosidade por culturas diversificadas da nossa existência (FERREIRA, 2009).

Sobre as noções básicas das Danças Circulares observa-se que, inicialmente, há de se ordenar os alunos em círculos e com as mãos dadas, opcionalmente com a mão esquerda voltada para cima, palma da direita para baixo buscando por meio desse posicionamento de mãos, gerar um simbolismo dos atos de receber e doar, fechando-se em um circuito dançante (ANDRADA, 2014).

As Danças em Círculos são símbolos da unidade, totalidade, confiança e do apoio mútuo. Nelas, as atividades não são de competição, mas sim de cooperação, para promoção da interação entre os estudantes. A Dança Circular não está centralizada em um conteúdo representativo exclusivista, ela é diversificada na utilização de seu repertório, pois por meio dele, representa diversos povos e culturas. A Dança Circular pode ser aplicada no contexto da Educação Física Escolar como objeto de trabalho individual e em grupo (SECCO, OLIVEIRA E ALMEIDA, 2014).

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Como resultado esse trabalho apresenta um conjunto de informações que indicam a viabilidade da aplicação da Dança na Educação Física, e oferece ao professor de Educação Física uma indicação sobre quais as danças ele pode trabalhar no contexto da disciplina e como ele deve aplicá-las na prática de suas aulas. Na análise do conteúdo estudado observa-se que há muita informação sobre o tema Dança na Educação Física Escoar, embora ainda  existam poucos livros sobre o assunto. Ao interpretar o trabalho é possível concluir que a Dança é uma modalidade da Educação Física, e, portanto, aplicável no contexto prático dessa disciplina. Para um avanço do estado atual da Dança na Educação Física, cabe ao profissional da área se empenhar no conhecimento das possibilidades buscando ampliar os recursos a serem oferecidos aos alunos para a prática da Dança na Educação Física Escolar.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

ANDRADA, Paula Costa de. O Professor de Corpo Inteiro: A Dança Circular Como Fonte de Promoção e Desenvolvimento da Consciência. 2014, 238 f. Tese (Doutorado) – Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Centro de Ciências da Vida, Pós graduação em Psicologia. Campinas/SP, PUC-Campinas, 2014.

BISSE, Jaqueline de Meira. A Ruptura entre a Dança Clássica e a Dança Moderna. 1999, 75 f. Monografia (Licenciatura em Educação Física) – Universidade Estadual de Campinas – Faculdade de Educação Física, Campinas/SP, 1999.

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: introdução aos parâmetros curriculares nacionais – 174 p – Brasília: MEC/SEF, 1998. . Disponível em: <http:// portal.mec.gov.br> Acesso em: 07 nov. 2015.

CARBONERA, Daniele; CARBONERA, Sergio Antonio. A Importância da Dança no Contexto Escolar. 2008, 61 f. Monografia (Pós-Graduação em Educação Física) – Escolar da Faculdade Iguaçu – Instituto de Estudos Avançados e Pós Graduação – ESAP, Cascavel/PR, 2008.

CATIB, Norma Ornelas Montebugnoli; TREVISAN, Priscila Raquel Tedesco da Costa; SCHWARTZ, Gisele Maria. As Danças Circulares no Contexto das Tendências Pedagógicas da Educação Física. Revista Impulso, Piracicaba/SP, 2009. Disponível em: <ww.metodista.br/revistas/revistas-unimep/index.php/impulso/index > Acesso em 10 nov. 2015.

COLETIVO DE AUTORES, Metodologia do Ensino de Educação Física. Paulo: Cortez, 1992. Disponível em: <ww.seduc.ro.gov.br/educacaofisica> Acesso em: 07 nov. 2015.

FARO, Antonio José. Pequena História da Dança. Rio de Janeiro: 6a edição: Jorge Zahar Ed., 2004.

FERREIRA, Vanja. Dança Escolar: Um Novo Ritmo para a Educação Física. Rio de Janeiro: 2ª edição: Sprint, 2009.

LEITE, Flávia Regina. Melhoria do ensino de dança na educação física nas escolas municipais de Anápolis, Goiás, e nas universidades formadoras de professores diante das dificuldades que enfrentam na atualidade, 2012, 106 f. Dissertação (Mestre em Ciências da Educação) – Universidade Americana – Asunción – Paraguai, 2012.

MAGALHÃES, Marta Claus. A Dança e sua Característica Sagrada. “Existência e Arte”- Revista Eletrônica do Grupo PET – Ciências Humanas, Estética e Artes da Universidade Federal de São João Del-Rei/MG – Ano I – Número I – janeiro a dezembro de 2005. Disponível em: <ww.ufsj.edu.br/existenciaearte/1_edicao.php> Acesso em: 07 nov. 2015.

MARIBEL, Portinari. História da Dança. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989. MEIRELLES, Elisa. Quatro Etapas para Trabalhar Danças na Educação Física: Mapeamento, aprofundamento, ampliação e ressignificação dos conhecimentos são fases essenciais no ensino de atividades rítmicas e expressivas. Disponível em: <revistaescola.abril.com.br> Acessado em: 09 nov. 2015.

NANNI, Dionísia. Dança Educação: Pré-escola à Universidade. Rio de Janeiro: 4ª edição: Sprint, 2003.

NASCIMENTO, Kariza Rafaela. A Dança no Contexto da Educação Física Escolar. 2011, 64 f. Monografia (Graduação em Educação Física) – Universidade Estadual de Londrina, Londrina/PR, 2011.

PUOLI, Giovana Galvão. O Ballet no Brasil e a Economia Criativa: Evolução Histórica e Perspectivas Para o Século XXI. 2010, 127 f. Monografia (Graduação em Relações Internacionais) – Fundação Armando Alvares Penteado, Faculdade de Economia, São Paulo/SP, 2010.

SECCO, Dulciléia Maria E. Gobbo; OLIVEIRA, Valdomiro De; ALMEIDA, Camila Marta De. O Ensino da Dança Circular nas Aulas de Educação Física: Uma Intervenção Pedagógica. In: CONGRESSO SULBRASILEIRO DE CIÊNCIAS DO ESPORTE, 7 , 2014, Martinhos/PR. Anais do VII CONGRESSO SULBRASILEIRO DE CIÊNCIASESPORTE. Disponível em: <http:// congressos.cbce.org.br/>. Acessado em 09 nov. 2015.

DO SILVA, Chrystine Pereira. Para Transvalorar a Dança Contemporânea: Potência de Danças no (do) Corpo-Artista. 2014, 106 f. Dissertação (Mestrado em Artes Cênicas) – Universidade Federal do Rio Grande do Norte – Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Natal/RN, 2014.

SOUZA, Virgínia Spósito. O Corpo que Dança: A História-social e Hexis Corporal no Balé Clássico. 2009, 163 f. Dissertação (Mestrado em Artes) – Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Artes, Campinas/SP, 2009.

 Licença Creative Commons JuarezBarcellos.WordPress.com de Juarez Barcellos de Paula, licenciado sob uma licença CreativeCommonsAtribuiçãoNãoComercialCompartilhaIgual3.0NãoAdaptada.

A alteração da escala menor harmônica

Sem dúvida o grande objetivo era adaptar a “nota sensível” às escalas menores, ou seja, aquela nota que gera a sensação de necessidade de resolução meio tom acima tipicamente encontrada nas sétimas maiores das escalas maiores. A sensível, em modo menor, foi o propósito da alteração de meio tom acima na sétima nota da escala menor formada a partir da sexta nota da escala maior, o que não existia em nenhum dos modos menores.

Então, para o novo conceito de tonalidade, estava resolvida esta questão, porém, gerou uma dúvida em relação ao intervalo entre a sexta e a sétima nota das escalas menores chamadas harmônicas; um tom e meio era muito. Atendendo a esse questionamento, alterou-se também a sexta em meio tom, diminuindo para um tom a distância entre elas (sexta e sétima) criando uma nova escala menor chamada melódica, que, por consequência, diferencia-se da escala maior apenas pela terça menor, afinal, seus intervalos de 6ª e 7ª passaram a maiores e não mais menores como antes. Entretanto, no movimento descendente (já que ela volta à menor natural), diferenciam-se a 3ª, a 6ª e a 7ª.

Concluindo, o grande objetivo foi alcançado na escala menor harmônica, tanto que sua sonoridade é inconfundível. Então, para o novo conceito de tonalidade, estava resolvida a questão, ou seja, atendeu-se ao tonalismo que estava amarrado, e está até hoje, a dois aspectos, que são a preparação e a resolução. A sensível que resolve na tônica, em carácter melódico e também harmônico.

Em termos melódicos, essa alteração alheia à armadura de clave, é comumente indicada para se ter uma percepção imediata sobre o modo da melodia, se ela aparece nos primeiros cinco, ou seis compassos, é menor, porque ela é a sensível do modo menor, se não, é maior (com exceções). Além disso, a combinação melódica da nota tônica após a nota sensível dá, realmente, uma sensação de repouso.

Em termos de harmonia, ela cria dois novos acordes “ligados diretamente” à preparação, que são: V7 e VIIº. Esses dois acordes, que podem até ser interpretados como inversão, o segundo inversão do primeiro, têm o objetivo único de resolver no Im, ou seja, atender ao conceito tonal por meio da criação da escala menor harmônica. Por esses aspectos que se diz que havia a necessidade de adaptação da sensível à escala menor.

Behaviorismo, Psicanálise, Humanismo e Gestalt na aprendizagem/educação em síntese

BEHAVIORISMO E NEOBEHAVIORISMO

Possibilidades: ampliação do interesse do aluno no aprendizado e no comportamento adequado por meio do reforços dados aos atos positivos, isso é, valorizar o aluno mediante sua boa contribuição para o processo de aprendizagem, seja dele próprio, ou de toda a classe, para motivá-lo positivamente.

Limitações: perigo de fracasso no processo da extinção gerando reforço intermitente para um comportamento que deveria ser extinto. Neste caso, um professor, vencido pela insistência do aluno no erro, acaba por reforçá-lo negativamente.

PSICANÁLISE

Possibilidades: a relação entre aluno e professor podem favorecer o aprendizado quando o educando gosta e confia no educador, consciente ou não.

Limitações: nas questões que envolvem transferência e contratransferência, ou seja, as reações do aluno em relação à imagem do professor e vice-versa.

HUMANISMO

Possibilidades: humanização do ambiente escolar, estímulo ao aluno para resolver os problemas da vida e a busca, por parte do professor para criar o ambiente que motive o aluno ao aprendizado.

Limitações: o professor é colocado no centro, porém, com o dever de facilitar o aprendizado dando ao aluno a liberdade de escolher os meios. É preciso que o professor seja muito preparado para, juntamente com os alunos, traçar um método adequado para suas realidades.

GESTALT

Possibilidades: desenvolvimentos de elementos cognitivos sensoriais que podem contribuir para a melhoria da aprendizagem escolar.

Limitações: centralização nos meios visuais para organizar e interpretar as percepções sensoriais.

 Licença Creative Commons JuarezBarcellos.WordPress.com de Juarez Barcellos de Paula, licenciado sob uma licença CreativeCommonsAtribuiçãoNãoComercialCompartilhaIgual3.0NãoAdaptada.

Zona de Desenvolvimento Proximal: um conceito fundamental para a prática pedagógica

Zona de desenvolvimento proximal, é um termo de Vygotsky, sobre dois aspectos específicos da aprendizagem. Ela trata da distância entre o nível de desenvolvimento real (sem ajuda), e desenvolvimento potencial (com ajuda). Ou seja, o que é possível fazer sem ajuda de outrem, e a quilo que será necessário ajuda para realizá-lo, são, respectivamente, os desenvolvimentos real e potencial.

Situação natural: a bailarina em desenvolvimento

Dentro do campo de situação natural proposto, posso descrever aspectos progressivos do envolvimento da minha filha mais nova, que atualmente tem quatro anos, nas situações naturais e iniciais de brincadeiras de dançar bale.

Meses antes dela completar três anos, dançar ouvindo músicas de um teclado eletrônico, era uma das nossas diversas brincadeiras. Inicialmente, ela fazia seus movimentos, mas logo, eu passei a ensinar a ela alguns movimentos instintivamente, pois não sou bailarino. E assim fizemos durante quase um ano.

Depois de dançarmos muito, ela começou a perceber que alguns personagens de desenhos que ela assistia na internet eram bailarinas. Então, não demorou para ela copiar os movimentos das bailarinas dos desenhos animados, e não mais os meus. Além disso, eu e minha esposa mostramos para ela, vídeos de bailarinas dançando, ensaiando e, até mesmo, aulas de bale para criancinhas pela internet. Então, minha esposa a vestiu com um vestido da nossa filha mais velha, de uma apresentação que ela fez quando tinha cinco anos, pois ela também dançou bale.

Em dezembro de 2017, num domingo, ela me pediu para ir à praça com ela, pois ela queria dançar. Minha esposa vestiu nela o vestido da irmã, e fomos para a praça. Eu toquei para ela, o Minueto em Sol Maior (de Bach), no violão, minha esposa filmou e ela dançou como uma bailarina. Eu dizia para ela se movimentar e sorrir, basicamente, pois não tinha mais o que dizer.

No mês seguinte uma escola de dança anunciou matrículas para aulas de bale para crianças a partir de três anos. Conversamos com ela, e ela ficou muito empolgada para entrar na aula de bale. Ela já está estudando bale e vai fazer sua primeira apresentação no próximo dia das mães.

Os níveis dos desenvolvimentos real e potencial, e a zona de desenvolvimento proximal na situação natural descrita

O primeiro nível de desenvolvimento real aparece quando ela começa a dançar, simplesmente ouvindo a música. O primeiro nível de desenvolvimento potencial acontece quando eu passo a ensinar a ela alguns movimentos instintivamente. A zona de desenvolvimento proximal está entre o momento em que ela começa a dançar sozinha e o segundo momento, quando ela precisou da minha ajuda para desenvolver alguns movimentos, ainda que, sem a técnica propriamente dita.

O segundo nível de desenvolvimento real inicia-se quando ela aprende os movimentos que eu a ensinei. E, o segundo nível de desenvolvimento potencial surge quando ela começa a aprender novos movimentos com bailarinas em vídeos na internet. Neste nível, a zona de desenvolvimento proximal está no momento em que ela já conseguia dançar sozinha com os movimentos ensinados por mim, e o momento em que ela aprende os novos movimentos pela internet.

O terceiro nível de desenvolvimento real começa quando ela já tem o domínio das técnicas aprendidas pale internet. E, o terceiro nível do desenvolvimento potencial aparece quando ela começa a estudar com uma profissional da área. Aqui, a zona de desenvolvimento proximal está entre o período em que ela já dominava as técnicas aprendidas via internet, e o período em que ela aprende novidades com uma profissional e tem domínio para uma apresentação.

Este trabalho me auxilia na formação acadêmica por apresentar um conceito de extrema relevância e aplicação nas práticas educacionais atuais, que é o estudo da zona de desenvolvimento proximal, do psicólogo bielorrusso Lev Vygotsky. E, também, por incentivar uma descrição prática cotidiana para ilustração do conceito teórico.

A possibilidade de utilizar o conhecimento adquirido em minha prática profissional é total, pois é fundamental que o professor acompanhe o desenvolvimento dos seus alunos para então, proporcionar-lhes um novo ciclo de conteúdo de aprendizagem.

REFERÊNCIA

CAMPOS, Juliane Aparecida de Paula Perez, BACARJI, Keiko Maly Garcia D’Avila, Teorias cognitivas da aprendizagem, Psicologia da educação – Batatais, SP : Claretiano.

PAGANOTTI, Ivan, Vygotsky e o conceito de zona de desenvolvimento proximal, Nova Escola, 2011, disponível em: https:// novaescola.org.br/conteudo/1972/vygotsky-e-o-conceito-de-zona-de-desenvolvimento-proximal, acesso em: 06/05/2018.

 Licença Creative Commons JuarezBarcellos.WordPress.com de Juarez Barcellos de Paula, licenciado sob uma licença CreativeCommonsAtribuiçãoNãoComercialCompartilhaIgual3.0NãoAdaptada.