Como Iniciar as Aulas de Dança nas Escolas

O trabalho de Dança na Escola deve ser iniciado com as danças da atualidade, para motivar a participação dos alunos, fazendo com que eles realizem outros tipos de danças posteriormente (CARBONERA E CARBONERA, 2008).

Segundo Meirelles (2015), iniciar o trabalho fazendo um mapeamento da cultura corporal dos alunos pode ser uma boa forma. Conhecer as músicas e danças que eles gostam. Essa iniciativa serve como ponto de partida para o planejamento das aulas, no qual, as danças que os alunos já conhecem não devem ser ignoradas.

O professor empenhado no conhecimento dos contextos aos quais os alunos pertencem, busca também os propósitos de tais contextos se tornando um articulador, um interlocutor entre eles e o conhecimento em dança a ser desenvolvido na escola. Isso quer dizer que o professor atento ao conteúdo cultural que faz parte do cotidiano do aluno, pode utilizar esse mesmo conteúdo para facilitar a prática de suas aulas de Dança nas aulas de Educação Física Escolar. O professor pode também escolher e intermediar as relações entre as danças praticadas pelos alunos fora da escola, ou seja, seus repertórios pessoais e culturais, para utilizá-lo como facilitador na inserção de outros elementos da Dança que ainda não fazem parte de seus repertórios. Por exemplo: o rap, o funk, a dança de rua, e ainda seus movimentos pessoais, juntamente com as danças dos artistas de forma geral, tal como o mestre de capoeira, a passista, um coreógrafo contemporâneo, etc. Todo esse conhecimento pode ser trabalhado em sala de aula. O aproveitamento dessas danças e dessas manifestações dançantes, podem contribuir para que as aulas de Dança dentro do conteúdo programado pelo professor tenha maior aceitação (MARQUES, 2007).

Existem Danças com conteúdo relacionado com a realidade social em que vivem os alunos dentro de suas comunidades. Ao estimular a identificação das relações entre os personagens dessas danças, o tempo delas e a construção coletiva dos espaços de representação e das coreografias que as envolvem, possibilita-se a organização de apresentações de produção e criação para a escola e também para as comunidades. É possível fazer avaliações individuais e coletivas relacionadas às participações na produção e criação dessas apresentações (COLETIVO DE AUTORES, 1992).

Dos trabalhos de Érica Barcellos

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