Danças Primitivas e Religiosas – Histórico da Dança

As primeiras manifestações de danças praticadas pelo homem foram tipicamente imitativas, nelas, os dançarinos simulavam os acontecimentos que almejavam que viesse a se tornar realidade. Os homens daquela época acreditavam que forças misteriosas estariam conspirando contra sua realização (COLETIVO DE AUTORES, 1992).

DANÇAS PRIMITIVAS E RELIGIOSAS

Magalhães afirma que figuras gravadas em paredes de cavernas e grutas, que datam de até 1000 anos, para muitos arqueólogos, podem representar imagens de seres humanos dançando. Por exemplo, a figura encontrada na parede da gruta Gabillou na Dordonha, perto de Mussidan, na França (MAGALHÃES, 2005).

Uma das imagens mais antigas representando a dança, data do Mesolítico a aproximadamente 8300 A.C, descoberta na caverna de Cogul, localisada na província de Lérida, na Espanha. Há ainda, outra imagem observada que representa grupos com cultura identificada com a da Idade da Pedra. Esse é o caso dos bushmen da África do Sul, figurando pessoas dançando em torno de animais que seriam sacrificados. Dança semelhante é executada pelos kurnai da Austrália meridional. Em ambos os grupos percebe-se a atividade de sobrevivência, neles a caça, provêm de uma dança ritualística. Nesses ritos há ainda outro elemento empregado, que são as máscaras, pois se acreditava que com o rosto coberto, podiam assimilar poderes místicos oriundos da divindade, por exemplo, a força do animal a ser abatido, ou a benevolência de algum espírito para a comunidade. As máscaras eram usadas também como ferramentas para expulsar demônios (MARIBEL, 1989).

A arqueologia esclarece sobre o passado da humanidade ao traduzir escritas de povos da antiguidade, e indica a existência da dança como parte integrante de cerimônias religiosas, levando a crer que a dança nasceu da religião, ou ainda, que ambas nasceram ao mesmo tempo (FARO, 1986).

Um exemplo típico entre as civilizações antigas, nas quais a dança tinha caráter sagrado, se destaca o Egito. Para os egípcios, a dança tinha um caráter extremamente ritualístico, como por exemplo, a adoração de divindades como Osíris, Isis e seu filho Horus – trindade básica da religião egípcia (NANNI, 2003).

As danças primitivas estavam extremamente ligadas à religião. Para elas a ligação entre o homem e o divino aconteceria por meio de suas danças.

Pode-se afirmar também que os gregos valorizaram a Dança desde os primórdios da civilização. Ela aparece em mitos, lendas, cerimônia, literatura e também como matéria obrigatória na formação do cidadão (MARIBEL, 1989).

Para os gregos a Dança era como um dom divino e ainda como um canal de comunicação entre os homens e os deuses, portanto a Dança estava no campo religioso com uso ritualístico (MAGALHÃES, 2005).

Dos trabalhos de Érica Barcellos

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