Danças Contemporâneas – Histórico da Dança

Dentro do termo contemporâneo encontra-se variedade de interpretações, porém alguns conceitos parecem apresentar maior lucidez ao conduzirem um raciocínio explicativo voltado para a lógica temporal, ou seja, associando o termo a um conjunto mais amplo de manifestações artísticas de Dança produzidas atualmente. Portanto, afirmando que “Dança contemporânea é tudo aquilo que se faz hoje dentro dessa arte. Não importa o estilo, a procedência, os objetivos nem a sua forma. É tudo aquilo que é feito em nosso tempo, por artistas que nele vivem” (FARO, 1986, p. 124).

Teve início no século XIX o movimento contra a formalização do aprendizado da Dança. Havia duas correntes de ensino da Dança, uma moderna surgindo com elementos conceituais novos, e outra, tradicional acadêmica voltada para a formalização rígida e técnica do balé clássico. Essas duas correntes passam divergências por questões estruturais em suas teorias fundamentais filosóficas para as quais são exigidas aos professores competências diferenciadas para o ensino da arte em questão (NANNI, 1995).

Segundo Bisse (1999), o declínio do balé se percebia claramente já no início do século XX, quando não era mais possível encontrar os grandes e tradicionais balés na França, na Itália, nem mesmo em outros países da Europa, somente na Rússia sob a proteção do Czar permanecia o balé clássico em sua essência original. Abria-se espaço, portanto, para as novas manifestações corporais, nas quais a técnica mecânica clássica era questionada e substituídas para permitir novos conceitos de dança no senário artístico da época.

Há tendência a se afirmar que a dança contemporânea surgiu na década de 60 como uma forma de protesto ou rompimento com a cultura clássica até então predominante. Na década de 1980, houve um período de intensas inovações e experimentações que muitas vezes beiravam a total desconstrução da arte, em fim a dança contemporânea começou a se definir procurando desenvolver uma linguagem própria, todavia, permaneça algumas vezes com evidente referência ao ballet clássico (CARBONERA E CARBONERA, 2008).

Dos trabalhos de Érica Barcellos

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