Andrés Segóvia – um marco na história do violão

‘’As linhas do seu corpo gracioso penetraram meu coração como essas mulheres que, enviadas pelo céu, surgem de repente em nossa vida, para se transformarem em nossas companheiras bem-amadas’’.

Andrés Segovia (1963) by Erling Mandelmann.jpg

Imagem Wikipedia

Andrés Segovia dedicou a vida à música, revolucionando a técnica de execução e o status do violão definitivamente.

Segovia nasceu em 21 de fevereiro de 1893, em Linares, Andaluzia. De família muito pobre, a partir dos três anos foi criado por tios que moravam em Granada, onde ouviu pela primeira vez o som do violão, vindo de um jardim. Durante a infância, fascinado pelo do instrumento, procurou aprender seus mistérios, quando aprendeu as técnicas básicas de execução ensinadas por um tocador de flamengo.

Segovia decidiu aperfeiçoar sua técnica para não tocar apenas algumas peças do folclore espanhol. Haviam, na época, duas escolas conceituadas para aprendizado do violão: a escola Francisco Tárrega (1852-1909) e a de Miguel Llobet (1875-1938). Mas não apenas isso, Segóvia criou um estilo próprio, e, a partir do estudo das poucas partituras então existentes para violão, desenvolveu um método específico para a execução do instrumento. Ele criou um toque especialmente único e muito pessoal no modo de usar dedos e unhas para exprimir ampla variedade e volume sonoro com poucos movimentos.

Com essa fantástica técnica ele conseguiu derrubar preconceitos generalizados contra o violão. Os aficionados de música clássica torciam o nariz para esse instrumento popular. ‘Até então, o violão era tocado apenas nos cabarés pelos ciganos.

Aos 16 anos de idade, Andrés Segovia deu seu primeiro concerto, em Granada; e, em abril de 1924, ele fez em Paris o primeiro recital de violão clássico. Em 1928, ele encantou a platéia norte-americana com os sons prodigiosos que o virtuose conseguia extrair daquele simples instrumento de seis cordas.

Segovia passou a incentivar os grandes músicos da época a comporem peças para o violão. Paralelamente, ele adaptava músicas os trabalhos de Bach e outros clássicos. Ele expandiu enormemente o repertório e as possibilidades do violão. Ele levou para as salas de concerto, ao som do violão, peças de grandes compositores clássicos, como Chopin, Schumann e Mendelssohn, além de músicas novas escritas especialmente para o instrumento, por contemporâneos como Mario Castelnuovo Tedesco, Federico Moreno Torraba, Manuel de Falla e Heitor Villa-Lobos.

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2 opiniões sobre “Andrés Segóvia – um marco na história do violão

  1. Prezado Juarez: Conhecia seu site mas não tinha lido esse texto sobre Segóvia. Por isso vou aproveitar e te passar um enigma, pelo menos para mim. Não sei se você sabe mas Segóvia foi professor de DONA MONINA TÁVORA, que ao se mudar para o Brasil ensinou violão para os IRMÃOS ABREU e os IRMÃOS ASSAD! Essa violonista foi e é o maior mistério sobre o violão no Brasil. Quem sabe você consegue descobrir algo mais a respeito e sobretudo sobre o método de ensino, segundo o depoimento do FLÁVIO APRO, baseado no ARQUEIRO ZEN! Veja essas pistas: Do seu admirador! Feliz 2016! DANIEL

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