As Palavras de Jesus Cristo

Segundo Lucas

Textos das versões bíblicas: Almeida Corrigida e Revisada Fiel – Tradução de João Ferreira de Almeida
Sem narrativas e diálogos. Com eventuais explicações resumidas sobre os contextos.
Em resposta a seus pais quando o encontraram no templo conversando com os doutores

Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai? 2:49

Em resposta ao tentador

Está escrito que nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra de Deus. 4:4 Vai-te para trás de mim, Satanás; porque está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás. 4:8 Dito está: Não tentarás o Senhor, teu Deus. 4.12

Leitura do livro do profeta Isaías, na sinagoga

O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados de coração, 4.18 A pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista aos cegos, A pôr em liberdade os oprimidos, A anunciar o ano aceitável do Senhor. 4.19

Ainda na sinagoga

Hoje, se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos. 4.21 Sem dúvida me direis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo; faze também aqui na tua pátria tudo o que ouvimos ter sido feito em Cafarnaum.  4.23 Em verdade vos digo que nenhum profeta é bem recebido na sua pátria. 4.24 Em verdade vos digo que muitas viúvas existiam em Israel no tempo de Elias, quando o céu cerrou por três anos e seis meses, de sorte que em toda a terra ouve grande fome; 4.25 e a nenhuma delas foi enviado Elias, senão Serepta de Sidom, a uma mulher viúva. 4.26 E muitos leprosos havia em Israel no tempo do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o siro 4.27

A um demônio que possuía um homem numa sinagoga em Cafarnaum, cidade da Galiléia

Cala-te sai dele. 4.35

À multidão

Também é necessário que eu anuncie a outras cidades o evangelho do reino de Deus; porque para isso fui enviado. 4:43

A Simão após ensinar à multidão usando seu barco. Outra vez a ele quando temeu por ser pecador

Faze-te ao mar alto, e lançai as vossas redes para pescar. 5.4 Não temas; de agora em diante serás pescador de homens. 5.10

A um leproso

Quero, sê limpo! 5.13 Vai, mostra-te ao sacerdote, e oferece pela tua purificação, o que Moisés determinou, para lhes serva de testemunho. 5.14

A um paralítico em Cafarnaum

Homem, os teus pecados te são perdoados. 5.20

A escribas e fariseus em Cafarnaum

Que arrazoais em vossos corações? 5.22 Qual é mais fácil, dizer: Os teus pecados te são perdoados; ou dizer: Levante-te, e anda? 5.23 Ora, para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra poder de perdoar pecados (disse ao paralítico), a ti te digo: Levanta-te, toma a tua cama, e vai para tua casa. 5:24

A Levi, o coletor de impostos (publicano)

Segue-me! 5.27

Aos fariseus e seus escribas, quanto ao fato de seus discípulos não jejuarem

Não necessitam de médico os que estão sãos, mas, sim, os que estão enfermos; 5.31  eu não vim chamar justos, mas, sim, os pecadores, ao arrependimento. 5.32 Podeis vós fazer jejuar os filhos das bodas, enquanto o esposo está com eles? 5.34  Dias virão, porém, em que o esposo lhes será tirado, e então, naqueles dias, jejuarão. 5.35 Ninguém deita um pedaço de uma roupa nova para a coser em roupa velha, pois romperá a nova e o remendo não condiz com a velha. 5.36 E ninguém deita vinho novo em odres velhos; de outra sorte o vinho novo romperá os odres, e entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão; 5.37 Mas o vinho novo deve deitar-se em odres novos, e ambos juntamente se conservarão. 5.38 E ninguém tendo bebido o velho quer logo o novo, porque diz: Melhor é o velho. 5.39

A alguns fariseus, quando os discípulos de Jesus estavam comendo espigas de milho num sábado

Nunca lestes o que fez Davi quando teve fome, ele e os que com ele estavam? 6.3 Como entrou na casa de Deus, e tomou os pães da proposição, e os comeu, e deu também aos que estavam com ele, os quais não é lícito comer senão só aos sacerdotes? 6.4 O Filho do homem é senhor até do sábado.  6.5

Ao homem da mão ressequida

Levanta-te, e fica em pé no meio. 6.8

Aos escribas e fariseus que procuravam em que acusá-lo

Uma coisa vos hei de perguntar: É lícito nos sábados fazer bem, ou fazer mal? salvar a vida, ou matar? 6:9

Ao homem da mão ressequida

Estende a tua mão 6.10

Inicialmente aos seus discípulos

Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus. 6.20

Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis fartos.

Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir. 6.21

Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem e quando vos separarem, e vos injuriarem, e rejeitarem o vosso nome como mau, por causa do Filho do homem. 6.22

Folgai nesse dia, exultai; porque eis que é grande o vosso galardão no céu, pois assim faziam os seus pais aos profetas. 6.23

Mas ai de vós, ricos! Porque já tendes a vossa consolação. 6.24

Ai de vós, os que estais fartos!  Porque tereis fome. 6.25

Ai de vós, os que agora rides! Porque vos lamentareis e chorareis.

Ai de vós, quando todos os homens de vós disserem bem, porque assim faziam seus pais aos falsos profetas. 6.26

Ao povo em geral

Mas a vós, que isto ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam; 6.27 bendizei os que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam. 6.28 Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, nem a túnica recuses; 6.29 e dá a qualquer que te pedir; e ao que tomar o que é teu, não lho tornes a pedir. 6.30 E como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós, também. 6.31

E se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Também os pecadores amam aos que os amam. 6.32 E se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que recompensa tereis? Também os pecadores fazem o mesmo. 6.33 E se emprestardes àqueles de quem esperais tornar a receber, que recompensa tereis? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para tornarem a receber outro tanto. 6.34 Amai, pois, a vossos inimigos, e fazei bem, e emprestai, sem nada esperardes, e será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os ingratos e maus. 6.35 Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. 6.36

Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; soltai, e soltar-vos-ão. 6.37 Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo. 6.38

Pode porventura o cego guiar o cego? Não cairão ambos na cova? 6.39 O discípulo não é superior a seu mestre, mas todo o que for perfeito será como o seu mestre. 6.40 E por que atentas tu no argueiro que está no olho de teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho? 6.41 Ou como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho, não atentando tu mesmo na trave que está no teu olho? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão. 6.42

Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois não se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos abrolhos. 6.44 O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca. 6.45

E por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo? 6.46 Qualquer que vem a mim e ouve as minhas palavras, e as observa, eu vos mostrarei a quem é semelhante: 6.47 É semelhante ao homem que edificou uma casa, e cavou, e abriu bem fundo, e pôs os alicerces sobre a rocha; e, vindo a enchente, bateu com ímpeto a corrente naquela casa, e não a pôde abalar, porque estava fundada sobre a rocha. 6.48 Mas o que ouve e não pratica é semelhante ao homem que edificou uma casa sobre terra, sem alicerces, na qual bateu com ímpeto a corrente, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa. 6.49

Ao povo, se referindo ao centurião que cria que Jesus poderia curar seu servo mesmo distante

Digo-vos que nem ainda em Israel tenho achado tanta fé. 7:9

À uma viúva no enterro de seu filho

Não chores! 7.13

Ao ressuscitar o filho da viúva

Jovem, a ti te digo: Levante-te! 7.14

Aos discípulos de João Batista

Ide, e anunciai a João o que tendes visto e ouvido: que os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e aos pobres anuncia-se o evangelho. 7.22 E bem-aventurado é aquele que em mim se não escandalizar. 7.23

Ao povo, sobre João Batista

Que saístes a ver no deserto? uma cana abalada pelo vento? 7.24 Mas que saístes a ver? um homem trajado de vestes delicadas? Eis que os que andam com preciosas vestiduras, e em delícias, estão nos paços reais. 7.25 Mas que saístes a ver? um profeta? Sim, vos digo, e muito mais do que profeta. 7.26 Este é aquele de quem está escrito: Eis que envio o meu anjo diante da tua face, O qual preparará diante de ti o teu caminho. 7.27 E eu vos digo que, entre os nascidos de mulheres, não há maior profeta do que João o Batista; mas o menor no reino de Deus é maior do que ele. 7.28 E todo o povo que o ouviu e os publicanos, tendo sido batizados com o batismo de João, justificaram a Deus. 7.29 Mas os fariseus e os doutores da lei rejeitaram o conselho de Deus contra si mesmos, não tendo sido batizados por ele. 7.30

A quem, pois, compararei os homens desta geração, e a quem são semelhantes? 7.31 São semelhantes aos meninos que, assentados nas praças, clamam uns aos outros, e dizem: Tocamo-vos flauta, e não dançastes; cantamo-vos lamentações, e não chorastes. 7.32 Porque veio João o Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e dizeis: Tem demônio; 7.33 veio o Filho do homem, que come e bebe, e dizeis: Eis aí um homem comilão e bebedor de vinho, amigo dos publicanos e pecadores. 7.34 Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos. 7.35

Ao fariseu Simão num jantar em sua casa, quando este, em pensamento, duvidara de seu convidado Jesus

Simão, uma coisa tenho a dizer-te. 7.40 Um certo credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos dinheiros (denários), e outro, cinquenta. 7.41 E não tendo eles com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Diga, pois, qual deles o amará mais? 7.42  (Simão respondeu: o primeiro) Julgaste bem. 7.43 Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta regou-me os meus pés com lágrimas e os enxugou com os cabelos de sua cabeça. 7.44 Não me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os pés. 7.45 Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com unguento. 7.46 Por isso te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama. 7.47

À mulher que chorava aos seus pés no jantar na casa do fariseu Simão

Os teus pecados te são perdoados. 7.48 A tua fé te salvou; vai-te em paz. 7.50

A uma multidão (A parábola do semeador)

Um semeador saiu a semear a sua semente e, quando semeava, caiu alguma junto do caminho, e foi pisada, e as aves do céu a comeram; 8.5 E outra caiu sobre pedra e, nascida, secou-se, pois que não tinha umidade; 8.6 e outra caiu entre espinhos e crescendo com ela os espinhos, a sufocaram; 8.7 e outra caiu em boa terra, e, nascida, produziu fruto, a cento por um. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. 8.8

Aos discípulos (explicação da parábola do semeador e da candeia)

A vós vos é dado conhecer os mistérios do reino de Deus, mas aos outros por parábolas, para que vendo, não vejam, e ouvindo, não entendam. 8.10 Esta é, pois, a parábola: A semente é a palavra de Deus; 8.11 e os que estão junto do caminho, estes são os que ouvem; depois vem o diabo, e tira-lhes do coração a palavra, para que não se salvem, crendo; 8.12 e os que estão sobre pedra, estes são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria, mas, como não têm raiz, apenas creem por algum tempo, e no tempo da tentação se desviam; 8.13 e a que caiu entre espinhos, esses são os que ouviram e, indo por diante, são sufocados com os cuidados e riquezas e deleites da vida, e não dão fruto com perfeição; 8.14 e a que caiu em boa terra, esses são os que, ouvindo a palavra, a conservam num coração honesto e bom, e dão fruto com perseverança. 8.15

A parábola da candeia

E ninguém, acendendo uma candeia, a cobre com algum vaso, ou a põe debaixo da cama; mas põe-na no velador, para que os que entram vejam a luz. 8.16 Porque não há coisa oculta que não haja de manifestar-se, nem escondida que não haja de saber-se e vir à luz. 8.17 Vede, pois, como ouvis; porque a qualquer que tiver lhe será dado, e a qualquer que não tiver até o que parece ter lhe será tirado. 8.18

Sobre sua família

Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a executam. 8:21

Aos discípulos – a tempestade no lago

Passemos para o outro lado do lago. 8.22 Onde está a vossa fé? 8.25 (Porque estavam assustados).

Ao demônio que atormentava o geraseno ou gadareno (natural de Gadara)

Qual é o teu nome? 8.30

Ao homem de quem tinha saído os demônios

Torna para tua casa, e conta quão grandes coisas te fez Deus. 8:39

A uma mulher que sofria de hemorragia a doze anos

Quem é que me tocou? 8.45 Alguém me tocou, porque bem conheci que de mim saiu virtude. 8.46 Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou; vai em paz. 8.48  

Quando ressuscitou a filha de Jairo

Não temas; crê somente, e será salva. 8.50  Não choreis; não está morta, mas dorme. 8.52 (então riram dele)  Levanta-te, menina. 8.54 (depois lhes mandou que a ninguém dissessem o que havia sucedido)

Aos doze apóstolos

Nada leveis convosco para o caminho, nem bordões, nem alforje, nem pão, nem dinheiro; nem tenhais duas túnicas. 9.3 E em qualquer casa em que entrardes, ficai ali, e de lá saireis. 9.4 E se em qualquer cidade vos não receberem, saindo vós dali, sacudi o pó dos vossos pés, em testemunho contra eles. 9.5

Aos doze apóstolos

Dai-lhes vós de comer. 9.13  Fazei-os assentar-se, em ranchos de cinquenta em cinquenta. 9.14

Aos discípulos – A confissão de Pedro / Jesus prediz sua própria morte

Quem diz a multidão que eu sou? 9.18  E vós, quem dizeis que eu sou? 9.20 É necessário que o Filho do homem padeça muitas coisas, e seja rejeitado dos anciãos e dos escribas, e seja morto, e ressuscite ao terceiro dia. 9.22

Aos discípulos – O discípulo de Jesus deve levar sua cruz

Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me. 9.23 Porque, qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida, a salvará. 9.24 Porque, que aproveita ao homem granjear o mundo todo, perdendo-se ou prejudicando-se a si mesmo? 9.25 Porque, qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do homem, quando vier na sua glória, e na do Pai e dos santos anjos. 9.26 E em verdade vos digo que, dos que aqui estão, alguns há que não provarão a morte até que vejam o reino de Deus. 9.27

Falando sobre seus discípulos e ao pai do jovem possesso

Ó geração incrédula e perversa! até quando estarei ainda convosco e vos sofrerei? Traze-me aqui o teu filho. 9:41

Aos discípulos – Jesus prediz sua morte novamente

Ponde vós estas palavras em vossos ouvidos, porque o Filho do homem será entregue nas mãos dos homens. 9:44

Aos discípulos – O maior no reino dos céus

Qualquer que receber este menino em meu nome, recebe-me a mim; e qualquer que me receber a mim, recebe o que me enviou; porque aquele que entre vós todos for o menor, esse mesmo será grande. 9:48

A João, porque proibiu um homem que expelia demônios

Não o proibais, porque quem não é contra nós é por nós. 9:50

A Tiago e João / porque queriam pedir fogo para destruir samaritanos que não os receberam

Vós não sabeis de que espírito sois. 9.55 Porque o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las. 9.56

A alguém que queria segui-lo

As raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça. 9:58

A alguém que queria primeiro sepultar seu pai

Segue-me! 9.59 Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos. Tu, porém, vai e prega o reino de Deus. 9.60

A alguém que queria primeiro despedir dos seus

Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus. 9:62

Aos setenta homens designados por ele (Jesus)

Grande é, em verdade, a seara, mas os obreiros são poucos; rogai, pois, ao Senhor da seara que envie obreiros para a sua seara. 10.2 Ide; eis que vos mando como cordeiros ao meio de lobos. 10.3 Não leveis bolsa, nem alforje, nem alparcas; e a ninguém saudeis pelo caminho. 10.4 E, em qualquer casa onde entrardes, dizei primeiro: Paz seja nesta casa. 10.5 E, se ali houver algum filho de paz, repousará sobre ele a vossa paz; e, se não, voltará para vós. 10.6 E ficai na mesma casa, comendo e bebendo do que eles tiverem, pois digno é o obreiro de seu salário. Não andeis de casa em casa. 10.7 E, em qualquer cidade em que entrardes, e vos receberem, comei do que vos for oferecido. 10.8 E curai os enfermos que nela houver, e dizei-lhes: É chegado a vós o reino de Deus. 10.9 Mas em qualquer cidade, em que entrardes e vos não receberem, saindo por suas ruas, dizei: 10.10 Até o pó, que da vossa cidade se nos pegou, sacudimos sobre vós. Sabei, contudo, isto, que já o reino de Deus é chegado a vós. 10.11 E digo-vos que mais tolerância haverá naquele dia para Sodoma do que para aquela cidade. 10.12

Ai de ti, Corazim, ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom se fizessem as maravilhas que em vós foram feitas, já há muito, assentadas em saco e cinza, se teriam arrependido. 10.13 Portanto, para Tiro e Sidom haverá menos rigor, no juízo, do que para vós. 10.14 E tu, Cafarnaum, que te levantaste até ao céu, até ao inferno serás abatida. 10.15 Quem vos ouve a vós, a mim me ouve; e quem vos rejeita a vós, a mim me rejeita; e quem a mim me rejeita, rejeita aquele que me enviou. 10.16

Eu via Satanás, como raio, cair do céu. 10.18 Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum. 10.19 Mas, não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus. 10.20

Ao Pai

Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste às criancinhas; assim é, ó Pai, porque assim te aprouve. 10.21 Tudo por meu Pai foi entregue; e ninguém conhece quem é o Filho senão o Pai, nem quem é o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar. 10.22

Aos discípulos

Bem-aventurados os olhos que vêem o que vós vedes. 10.23 Pois vos digo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que ouvis, e não o ouviram. 10.24

A um intérprete da lei

Que está escrito na lei? Como lês? 10.26  Respondeste bem; faze isso, e viverás. 10.28

“O bom samaritano”

Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram, e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto. 10.30 E, ocasionalmente descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo. 10.31 E de igual modo também um levita, chegando àquele lugar, e, vendo-o, passou de largo. 10.32 Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão; 10.33 E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre o seu animal, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele; 10.34 E, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltar. 10.35 Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? 10.36 Vai, e faze da mesma maneira. 10.37

À Marta, mulher que o hospedou em sua casa

Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária. 10.41

Aos discípulos

“A oração dominical”

Quando orardes, dizei: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu. 11.2 Dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano; 11.3 e perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a qualquer que nos deve, e não nos conduzas à tentação, mas livra-nos do mal. 11.4

Qual de vós terá um amigo, e, se for procurá-lo à meia-noite, e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães, 11.5 pois que um amigo meu chegou a minha casa, vindo de caminho, e não tenho que apresentar-lhe; 11.6 se ele, respondendo de dentro, disser: Não me importunes; já está a porta fechada, e os meus filhos estão comigo na cama; não posso levantar-me para tos dar; 11.7 digo-vos que, ainda que não se levante a dar-lhos, por ser seu amigo, levantar-se-á, todavia, por causa da sua importunação, e lhe dará tudo o que houver mister. 11.8

E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; 11.9 porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á. 11.10 E qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, também, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente? 11.11 Ou, também, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião? 11.12 Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem? 11.13

Às multidões, porque alguns duvidavam dele

Todo o reino, dividido contra si mesmo, será assolado; e a casa, dividida contra si mesma, cairá. 11.17 E, se também Satanás está dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? Pois dizeis que eu expulso os demônios por Belzebu. 11.18 E, se eu expulso os demônios por Belzebu, por quem os expulsam vossos filhos? Eles, pois, serão os vossos juízes. 11.19 Mas, se eu expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente a vós é chegado o reino de Deus.  11.20 Quando o valente guarda, armado, a sua casa, em segurança está tudo quanto tem; 11.21 Mas, sobrevindo outro mais valente do que ele, e vencendo-o, tira-lhe toda a sua armadura em que confiava, e reparte os seus despojos. 11.22 Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha. 11.23

Quando o espírito imundo tem saído do homem, anda por lugares secos, buscando repouso; e, não o achando, diz: Tornarei para minha casa, de onde saí. 11.24 E, chegando, acha-a varrida e adornada. 11.25 Então vai, e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele e, entrando, habitam ali; e o último estado desse homem é pior do que o primeiro. 11.26

Antes bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam. 11.28 (a uma mulher dentre essa multidão, pois disse: bem-aventurada aquela que te concebeu.

À multidão O sinal de Jonas

Maligna é esta geração; ela pede um sinal; e não lhe será dado outro sinal, senão o sinal do profeta Jonas; 11.29 porquanto, assim como Jonas foi sinal para os ninivitas, assim o Filho do homem o será também para esta geração. 11.30 A rainha do sul se levantará no juízo com os homens desta geração, e os condenará; pois até dos confins da terra veio ouvir a sabedoria de Salomão; e eis aqui está quem é maior do que Salomão. 11.31 Os homens de Nínive se levantarão no juízo com esta geração, e a condenarão; pois se converteram com a pregação de Jonas; e eis aqui está quem é maior do que Jonas. 11.32

À multidão: A parábola da candeia

E ninguém, acendendo uma candeia, a põe em oculto, nem debaixo do alqueire, mas no velador, para que os que entram vejam a luz. 11.33 A candeia do corpo é o olho. Sendo, pois, o teu olho simples, também todo o teu corpo será luminoso; mas, se for mau, também o teu corpo será tenebroso. 11.34 Vê, pois, que a luz que em ti há não sejam trevas. 11.35 Se, pois, todo o teu corpo é luminoso, não tendo em trevas parte alguma, todo será luminoso, como quando a candeia te ilumina com o seu resplendor. 11.36

Na casa de um fariseu que o convidou para jantar

Agora vós, os fariseus, limpais o exterior do copo e do prato; mas o vosso interior está cheio de rapina e maldade. 11.39 Loucos! Quem fez o exterior não fez também o interior? 11.40 Antes dai esmola do que tiverdes, e eis que tudo vos será limpo. 11.41 Mas ai de vós, fariseus, que dizimais a hortelã, e a arruda, e toda a hortaliça, e desprezais o juízo e o amor de Deus. Importava fazer estas coisas, e não deixar as outras. 11.42 Ai de vós, fariseus, que amais os primeiros assentos nas sinagogas, e as saudações nas praças. 11.43 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! que sois como as sepulturas que não aparecem, e os homens que sobre elas andam não o sabem. 11.44

Aos intérpretes da lei

Ai de vós também, doutores da lei, que carregais os homens com cargas difíceis de transportar, e vós mesmos nem ainda com um dos vossos dedos tocais essas cargas. 11.46 Ai de vós que edificais os sepulcros dos profetas, e vossos pais os mataram. 11.47 Bem testificais, pois, que consentis nas obras de vossos pais; porque eles os mataram, e vós edificais os seus sepulcros. 11.48 Por isso diz também a sabedoria de Deus: Profetas e apóstolos lhes mandarei; e eles matarão uns, e perseguirão outros; 11.49 para que desta geração seja requerido o sangue de todos os profetas que, desde a fundação do mundo, foi derramado; 11.50 desde o sangue de Abel, até ao sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o templo; assim, vos digo, será requerido desta geração. 11.51 Ai de vós, doutores da lei, que tirastes a chave da ciência; vós mesmos não entrastes, e impedistes os que entravam. 11.52

Aos discípulos em meio à multidão

Acautelai-vos primeiramente do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. 12.1 Mas nada há encoberto que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser sabido. 12.2 Porquanto tudo o que em trevas dissestes, à luz será ouvido; e o que falastes ao ouvido no gabinete, sobre os telhados será apregoado. 12.3 E digo-vos, amigos meus: Não temais os que matam o corpo e, depois, não têm mais que fazer. 12.4 Mas eu vos mostrarei a quem deveis temer; temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno; sim, vos digo, a esse temei. 12.5 Não se vendem cinco passarinhos por dois ceitis? E nenhum deles está esquecido diante de Deus. 12.6 E até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais pois; mais valeis vós do que muitos passarinhos. 12.7 E digo-vos que todo aquele que me confessar diante dos homens também o Filho do homem o confessará diante dos anjos de Deus. 12.8 Mas quem me negar diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus. 12.9 E a todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do homem ser-lhe-á perdoada, mas ao que blasfemar contra o Espírito Santo não lhe será perdoado. 12.10 E, quando vos conduzirem às sinagogas, aos magistrados e potestades, não estejais solícitos de como ou do que haveis de responder, nem do que haveis de dizer. 12.11 Porque na mesma hora vos ensinará o Espírito Santo o que vos convenha falar. 12.12

A um homem dentre a multidão:

Homem, quem me pôs a mim por juiz ou repartidor entre vós? 12.14

A multidão – Jesus reprova a avareza

Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui. 12.15

Parábola sobre a avareza

A herdade de um homem rico tinha produzido com abundância; 12.16 e arrazoava ele entre si, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. 12.17 E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; 12.18 e direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. 12.19 Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? 12.20 Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus. 12.21

Aos discípulos – A ansiosa solitude pela vida

Portanto vos digo: Não estejais apreensivos pela vossa vida, sobre o que comereis, nem pelo corpo, sobre o que vestireis. 12.22 Mais é a vida do que o sustento, e o corpo mais do que as vestes. 12.23 Considerai os corvos, que nem semeiam, nem segam, nem têm despensa nem celeiro, e Deus os alimenta; quanto mais valeis vós do que as aves? 12.24 E qual de vós, sendo solícito, pode acrescentar um côvado à sua estatura? 12.25 Pois, se nem ainda podeis as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras? 12.26 Considerai os lírios, como eles crescem; não trabalham, nem fiam; e digo-vos que nem ainda Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles. 12.27 E, se Deus assim veste a erva que hoje está no campo e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé? 12.28 Não pergunteis, pois, que haveis de comer, ou que haveis de beber, e não andeis inquietos. 12.29 Porque as nações do mundo buscam todas essas coisas; mas vosso Pai sabe que precisais delas. 12.30 Buscai antes o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. 12.31 Não temais, ó pequeno rebanho, porque a vosso Pai agradou dar-vos o reino. 12.32 Vendei o que tendes, e dai esmolas. Fazei para vós bolsas que não se envelheçam; tesouro nos céus que nunca acabe, aonde não chega ladrão e a traça não rói. 12.33 Porque, onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração. 12.34

Aos discípulos – A parábola do servo vigilante

Estejam cingidos os vossos lombos, e acesas as vossas candeias. 12.35 E sede vós semelhantes aos homens que esperam o seu senhor, quando houver de voltar das bodas, para que, quando vier, e bater, logo possam abrir-lhe. 12.36 Bem-aventurados aqueles servos, os quais, quando o Senhor vier, achar vigiando! Em verdade vos digo que se cingirá, e os fará assentar à mesa e, chegando-se, os servirá. 12.37 E, se vier na segunda vigília, e se vier na terceira vigília, e os achar assim, bem-aventurados são os tais servos. 12.38 Sabei, porém, isto: que, se o pai de família soubesse a que hora havia de vir o ladrão, vigiaria, e não deixaria minar a sua casa. 12.39 Portanto, estai vós também apercebidos; porque virá o Filho do homem à hora que não imaginais. 12.40

Aos discípulos, em resposta à pergunta de Pedro: esta parábola é para nós ou para todos?

Qual é, pois, o mordomo fiel e prudente, a quem o senhor pôs sobre os seus servos, para lhes dar a tempo a ração? 12.42 Bem-aventurado aquele servo a quem o seu senhor, quando vier, achar fazendo assim. 12.43 Em verdade vos digo que sobre todos os seus bens o porá. 12.44 Mas, se aquele servo disser em seu coração: O meu senhor tarda em vir; e começar a espancar os criados e criadas, e a comer, e a beber, e a embriagar-se, 12.45 virá o senhor daquele servo no dia em que o não espera, e numa hora que ele não sabe, e separá-lo-á, e lhe dará a sua parte com os infiéis. 12.46 E o servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites; 12.47 mas o que a não soube, e fez coisas dignas de açoites, com poucos açoites será castigado. E, a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá. 12.48

Vim lançar fogo na terra; e que mais quero, se já está aceso? 12.49 Importa, porém, que seja batizado com um certo batismo; e como me angustio até que venha a cumprir-se! 12.50 Cuidais vós que vim trazer paz à terra? Não, vos digo, mas antes dissensão; 12.51 porque daqui em diante estarão cinco divididos numa casa: três contra dois, e dois contra três. 12.52 O pai estará dividido contra o filho, e o filho contra o pai; a mãe contra a filha, e a filha contra a mãe; a sogra contra sua nora, e a nora contra sua sogra. 12.53

À multidão

Quando vedes a nuvem que vem do ocidente, logo dizeis: Lá vem chuva, e assim sucede. 12.54 E, quando assopra o sul, dizeis: Haverá calma; e assim sucede. 12.55 Hipócritas, sabeis discernir a face da terra e do céu; como não sabeis então discernir este tempo? 12.56 E por que não julgais também por vós mesmos o que é justo? 12.57 Quando, pois, vais com o teu adversário ao magistrado, procura livrar-te dele no caminho; para que não suceda que te conduza ao juiz, e o juiz te entregue ao meirinho, e o meirinho te encerre na prisão. 12.58 Digo-te que não sairás dali enquanto não pagares o derradeiro ceitil. 12.59

A alguns

Cuidais vós que esses galileus foram mais pecadores do que todos os galileus, por terem padecido tais coisas? 13.2 Não, vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis. 13.3 E aqueles dezoito, sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou, cuidais que foram mais culpados do que todos quantos homens habitam em Jerusalém? 13.4 Não, vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis. 13.5

Parábola

Um certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha, e foi procurar nela fruto, não o achando; 13.6 e disse ao vinhateiro: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho. Corta-a; por que ocupa ainda a terra inutilmente? 13.7 E, respondendo ele, disse-lhe: Senhor, deixa-a este ano, até que eu a escave e a esterque; 13.8 e, se der fruto, ficará e, se não, depois a mandarás cortar. 13.9

Ensinando numa sinagoga, a uma mulher enferma a dezoito anos, ao chefe da sinagoga e aos demais

Mulher, estás livre da tua enfermidade. 13.12 Hipócrita, no sábado não desprende da manjedoura cada um de vós o seu boi, ou jumento, e não o leva a beber? 13.15 E não convinha soltar desta prisão, no dia de sábado, esta filha de Abraão, a qual há dezoito anos Satanás tinha presa? 13.16

A que é semelhante o reino de Deus, e a que o compararei? 13.18 É semelhante ao grão de mostarda que um homem, tomando-o, lançou na sua horta; e cresceu, e fez-se grande árvore, e em seus ramos se aninharam as aves do céu. 13.19 E disse outra vez: A que compararei o reino de Deus? 13.20 É semelhante ao fermento que uma mulher, tomando-o, escondeu em três medidas de farinha, até que tudo levedou. 13.21

Em cidades e aldeias

Porfiai por entrar pela porta estreita; porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderão. 13.24 Quando o pai de família se levantar e cerrar a porta, e começardes, de fora, a bater à porta, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos; e, respondendo ele, vos disser: Não sei de onde vós sois; 13.25 Então começareis a dizer: Temos comido e bebido na tua presença, e tu tens ensinado nas nossas ruas. 13.26 E ele vos responderá: Digo-vos que não vos conheço nem sei de onde vós sois; apartai-vos de mim, vós todos os que praticais a iniquidade. 13.27 Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, e Isaque, e Jacó, e todos os profetas no reino de Deus, e vós lançados fora. 13.28 E virão do oriente, e do ocidente, e do norte, e do sul, e assentar-se-ão à mesa no reino de Deus. 13.29 E eis que derradeiros há que serão os primeiros; e primeiros há que serão os derradeiros. 13.30

A alguns fariseus (raposa, referindo-se a Herodes)

Ide, e dizei àquela raposa: Eis que eu expulso demônios, e efetuo curas, hoje e amanhã, e no terceiro dia sou consumado. 13.32 Importa, porém, caminhar hoje, amanhã, e no dia seguinte, para que não suceda que morra um profeta fora de Jerusalém. 13.33 Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha os seus pintos debaixo das asas, e não quiseste? 13.34 Eis que a vossa casa se vos deixará deserta. E em verdade vos digo que não me vereis até que venha o tempo em que digais: Bendito aquele que vem em nome do Senhor. 13.35

Aos intérpretes da lei e aos fariseus, na casa de um dos principais fariseus

É  lícito curar no sábado? 14.3 Qual será de vós o que, caindo-lhe num poço, em dia de sábado, o jumento ou o boi, o não tire logo?

Quando por alguém fores convidados para um casamento, não procures o primeiro lugar; para não suceder que, havendo um convidado mais digno do que tu, (14.8) vindo aquele que te convidou e também a ele, te diga: Dá o lugar a este. Então, irás, envergonhado, ocupar o último lugar. 14.9 Pelo contrário, quando fores convidado, vai tomar o último lugar; para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, senta-te mais para cima. Ser-te-ás isto uma honra diante de todos os mais convivas. 14.10 Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado. 14.11 Quando deres um jantar ou uma ceia, não convides os teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem vizinhos ricos; para não suceder que eles, por sua vez, te os e convidem e sejas recompensados. 14.12 Antes, ao dares um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; 14.13 e serás bem-aventurado, pelo fato de não terem eles com que recompensar-te; a tua recompensa, porém, tu a receberás na ressurreição dos justos. 14.14

Certo homem deu uma grande ceia e convidou muitos. 14.16 À hora da ceia, enviou seu servo para avisar aos convidados: Vinde, porque tudo já está preparado. 14.17 Não obstante, todos, à uma, começaram a escusar-se. Disse o primeiro: Comprei um campo e preciso ir vê-lo; rogo-te que me tenhas por escusado. 14.19 E outro disse: Casei-me e, por isso, não posso ir. 14.20 Voltando o servo, tudo contou a seu senhor. Então, irado, o dono da casa disse ao seu servo: Sai depressa para as ruas e becos da cidade e traze para aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos. 14.21 Depois, lhe disse o servo: Senhor, feito está como mandastes, e ainda há lugar. 14.22 Respondeu-lhe o senhor: Sai pelos caminhos e atalhos e obriga a todos a entrar, para que fique cheia a minha casa. 14.23 Porque vos declaro que nenhum daqueles homens que foram convidados provará a minha ceia. 14.24

Às grandes multidões

Se alguém vem a mim, e não aborrece (ama menos), a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. 14.26 E qualquer que não tomar a sua cruz e vir após mim não pode ser meu discípulo. 14.27 Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para concluir? 14.28 Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não o podendo acabar, todos que a virem zombem dele, 14.29 dizendo: Este homem começou a construir e não pôde acabar. 14.30 Ou qual é o rei que, indo para combater outro rei, não se assenta primeiro para calcular se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil? 14.31 Caso contrário, estando o outro ainda longe, envia-lhe uma embaixada, pedindo condições de paz. 14.32 Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo. 14.33 O sal é certamente bom; caso, porém, se torne insípido, como restaurar-lhe o sabor? 14.34 Nem presta para a terra, nem mesmo para o monturo; lançam-no fora. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. 14.35

A fariseus e escribas, pois criticavam a Jesus por receber publicanos e pecadores (três parábolas)
A parábola da ovelha perdida

Qual, dentre vós, é o homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? 15.4 Achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo. 15.5 E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida. 15.6 Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento. 15.7

A parábola da dracma perdida

Ou qual a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma dracma, não acende a candeia, e varre a casa, e busca com diligência até a achar? 15:8 E achando-a, convoca as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque já achei a dracma perdida. 15:9 Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende. 15:10

A parábola do filho pródigo

Um certo homem tinha dois filhos; 15:11 E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda. 15:12 E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente. 15:13 E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades. 15:14 E foi, e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos, a apascentar porcos. 15:15 E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada. 15:16 E, tornando em si, disse: Quantos jornaleiros de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! 15:17 Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti; 15:18 Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros. 15:19 E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. 15.20 E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho.15.21

Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa; e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e alparcas nos pés; 15.22 e trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos, e alegremo-nos; 15.23 porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se. 15.24

E o seu filho mais velho estava no campo; e quando veio, e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças. 15.25 E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo. 15.26 E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo. 15.27 Mas ele se indignou, e não queria entrar. 15.28 E saindo o pai, instava com ele. Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos; 15.29 Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado. 15.30 E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas; 15.31 Mas era justo alegrarmo-nos e folgarmos, porque este teu irmão estava morto, e reviveu; e tinha-se perdido, e achou-se. 15.32

A parábola do administrador infiel

Havia um certo homem rico, o qual tinha um mordomo; e este foi acusado perante ele de dissipar os seus bens. 16.1 E ele, chamando-o, disse-lhe: Que é isto que ouço de ti? Dá contas da tua mordomia, porque já não poderás ser mais meu mordomo. 16.2 E o mordomo disse consigo: Que farei, pois que o meu senhor me tira a mordomia? Cavar, não posso; de mendigar, tenho vergonha. 16.3 Eu sei o que hei de fazer, para que, quando for desapossado da mordomia, me recebam em suas casas. 16.4 E, chamando a si cada um dos devedores do seu senhor, disse ao primeiro: Quanto deves ao meu senhor? 16.5 E ele respondeu: Cem medidas de azeite. E disse-lhe: Toma a tua obrigação, e assentando-te já, escreve cinquenta. 16.6 Disse depois a outro: E tu, quanto deves? E ele respondeu: Cem alqueires de trigo. E disse-lhe: Toma a tua obrigação, e escreve oitenta. 16.7 E louvou aquele senhor o injusto mordomo por haver procedido prudentemente, porque os filhos deste mundo são mais prudentes na sua geração do que os filhos da luz. 16.8 E eu vos digo: Granjeai amigos com as riquezas da injustiça; para que, quando estas vos faltarem, vos recebam eles nos tabernáculos eternos. 16.9

Quem é fiel no mínimo, também é fiel no muito; quem é injusto no mínimo, também é injusto no muito. 16.10 Pois, se nas riquezas injustas não fostes fiéis, quem vos confiará as verdadeiras? 16.11 E, se no alheio não fostes fiéis, quem vos dará o que é vosso? 16.12 Nenhum servo pode servir dois senhores; porque, ou há de odiar um e amar o outro, ou se há de chegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom (riquezas). 16.13

A fariseus

Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações, porque o que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação. 16.15

A lei e os profetas

A lei e os profetas duraram até João; desde então é anunciado o reino de Deus, e todo o homem emprega força para entrar nele. 16.16 E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da lei. 16.17

Sobre divórcio

Qualquer que deixa sua mulher, e casa com outra, adultera; e aquele que casa com a repudiada pelo marido, adultera também. 16.18

O rico e o mendigo

Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente. 16.19 Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele; 16.20 E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas. 16.21 E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado. 16.22 E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. 16.23 E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. 16.24 Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado. 16.25 E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá. 16.26 E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai, 16.27 Pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento. 16.28 Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. 16.29 E disse ele: Não, pai Abraão; mas, se algum dentre os mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam. 16.30 Porém, Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite. 16.31

Aos discípulos

É impossível que não venham escândalos, mas ai daquele por quem vierem! 17.1 Melhor lhe fora que lhe pusessem ao pescoço uma mó de atafona, e fosse lançado ao mar, do que fazer tropeçar um destes pequenos. 17.2

Quantas vezes se deve perdoar

Olhai por vós mesmos. E, se teu irmão pecar contra ti, repreende-o e, se ele se arrepender, perdoa-lhe. 17.3 E, se pecar contra ti sete vezes no dia, e sete vezes no dia vier ter contigo, dizendo: Arrependo-me; perdoa-lhe. 17.4

Aos apóstolos, pois pediram: acrescenta-nos fé

Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira: Desarraiga-te daqui, e planta-te no mar; e ela vos obedeceria. 17.6

E qual de vós terá um servo a lavrar ou a apascentar gado, a quem, voltando ele do campo, diga: Chega-te, e assenta-te à mesa? 17.7 E não lhe diga antes: Prepara-me a ceia, e cinge-te, e serve-me até que tenha comido e bebido, e depois comerás e beberás tu? 17.8 Porventura dá graças ao tal servo, porque fez o que lhe foi mandado? Creio que não. 17.9 Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer. 17.10

A dez leprosos – numa aldeia a caminho de Jerusalém passando por Samaria e Galiléia

Ide, e mostrai-vos aos sacerdotes. 17.14

A um dos dez que foram curados (um samaritano)

Não foram dez os limpos? E onde estão os nove? 17.17 Não houve quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro? 17.18 Levanta-te, e vai; a tua fé te salvou. 17.19

A fariseus (a vinda do reino de Deus)

O reino de Deus não vem com aparência exterior. 17.20 Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós. 17.21

Aos discípulos

Dias virão em que desejareis ver um dos dias do Filho do homem, e não o vereis. 17.22 E dir-vos-ão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali. Não vades, nem os sigais; 17.23 Porque, como o relâmpago ilumina desde uma extremidade inferior do céu até à outra extremidade, assim será também o Filho do homem no seu dia. 17.24 Mas primeiro convém que ele padeça muito, e seja reprovado por esta geração. 17.25 E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do homem. 17.26 Comiam, bebiam, casavam, e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio, e os consumiu a todos. 17.27 Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: Comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; 17.28 Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do céu fogo e enxofre, e os consumiu a todos. 17.29 Assim será no dia em que o Filho do homem se há de manifestar. 17.30 Naquele dia, quem estiver no telhado, tendo as suas alfaias em casa, não desça a tomá-las; e, da mesma sorte, o que estiver no campo não volte para trás. 17.31 Lembrai-vos da mulher de Ló. 17.32 Qualquer que procurar salvar a sua vida, perdê-la-á, e qualquer que a perder, salvá-la-á. 17.33 Digo-vos que naquela noite estarão dois numa cama; um será tomado, e outro será deixado. 17.34 Duas estarão juntas, moendo; uma será tomada, e outra será deixada. 17.35 Dois estarão no campo; um será tomado, e o outro será deixado. 17.36 Onde estiver o corpo, aí se ajuntarão as águias. 17.37

Aos discípulos – A  parábola do juiz iníquo

Havia numa cidade um certo juiz, que nem a Deus temia, nem respeitava o homem. 18.2 Havia também, naquela mesma cidade, uma certa viúva, que ia ter com ele, dizendo: faze-me justiça contra o meu adversário. 18.3 E por algum tempo não quis atendê-la; mas depois disse consigo: ainda que não temo a Deus, nem respeito os homens, 18.4 todavia, como esta viúva me molesta, hei de fazer-lhe justiça, para que enfim não volte, e me importune muito. 18.5 E disse o Senhor: ouvi o que diz o injusto juiz. 18.6 E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles? 18.7 Digo-vos que depressa lhes fará justiça. Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra? 18.8

Aos discípulos – A  parábola do fariseu e do publicano

Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano. 18.10 O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. 18.11 Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo. 18.12 O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! 18.13 Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado. 18.14

Aos discípulos – Jesus abençoa as crianças

Deixai vir a mim os meninos, e não os impeçais, porque dos tais é o reino de Deus. 18.16 Em verdade vos digo que, qualquer que não receber o reino de Deus como menino, não entrará nele. 18.17

Ao jovem rico

Por que me chamas bom? Ninguém há bom, senão um, que é Deus. 18.19 Sabes os mandamentos: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra a teu pai e a tua mãe. 18.20 Ainda te falta uma coisa; vende tudo quanto tens, reparte-o pelos pobres, e terás um tesouro no céu; vem, e segue-me. 18.22

Aos apóstolos sobre o jovem rico – O perigo das riquezas

Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas! 18.24 Porque é mais fácil entrar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus. 18.25 (Então quem pode ser salvo? 18.26) As coisas que são impossíveis aos homens são possíveis a Deus. 18.27

A Pedro

Na verdade vos digo que ninguém há, que tenha deixado casa, ou pais, ou irmãos, ou mulher, ou filhos, pelo reino de Deus, 18.29 que não haja de receber muito mais neste mundo, e na idade vindoura a vida eterna. 18.30

Aos doze apóstolos

Eis que subimos a Jerusalém, e se cumprirá no Filho do homem tudo o que pelos profetas foi escrito; 18.31 pois há de ser entregue aos gentios, e escarnecido, injuriado e cuspido; 18.32 e, havendo-o açoitado, o matarão; e ao terceiro dia ressuscitará. 18.33

A um cego que mendigava perto de Jericó

Que queres que te faça? Vê; a tua fé te salvou. 18.42

A Zaqueu, maioral dos publicanos e rico que resolveu dar metade de seus bens aos pobres restituir defraudações

Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa. 19.5 Hoje veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão. 19.9 Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido. 19.10

Na casa de Zaqueu – a parábola das dez minas

Certo homem nobre partiu para uma terra remota, a fim de tomar para si um reino e voltar depois. 19.12 E, chamando dez servos seus, deu-lhes dez minas, e disse-lhes: Negociai até que eu venha. 19.13 Mas os seus concidadãos odiavam-no, e mandaram após ele embaixadores, dizendo: Não queremos que este reine sobre nós. 19.14 E aconteceu que, voltando ele, depois de ter tomado o reino, disse que lhe chamassem aqueles servos, a quem tinha dado o dinheiro, para saber o que cada um tinha ganhado, negociando. 19.15 E veio o primeiro, dizendo: Senhor, a tua mina rendeu dez minas. 19.16 E ele lhe disse: Bem está, servo bom, porque no mínimo foste fiel, sobre dez cidades terás autoridade. 19.17 E veio o segundo, dizendo: Senhor, a tua mina rendeu cinco minas. 19.18 E a este disse também: Sê tu também sobre cinco cidades. 19.19 E veio outro, dizendo: Senhor, aqui está a tua mina, que guardei num lenço; 19.20 Porque tive medo de ti, que és homem rigoroso, que tomas o que não puseste, e segas o que não semeaste. 19.21 Porém, ele lhe disse: Mau servo, pela tua boca te julgarei. Sabias que eu sou homem rigoroso, que tomo o que não pus, e sego o que não semeei; 19.22 Por que não puseste, pois, o meu dinheiro no banco, para que eu, vindo, o exigisse com os juros? 19.23 E disse aos que estavam com ele: Tirai-lhe a mina, e dai-a ao que tem dez minas. 19.24 E disseram-lhe eles: Senhor, ele tem dez minas. 19.25 Pois eu vos digo que a qualquer que tiver ser-lhe-á dado, mas ao que não tiver, até o que tem lhe será tirado. 19.26 E quanto àqueles meus inimigos que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui, e matai-os diante de mim. 19.27

A dois discípulos

Ide à aldeia que está defronte, e aí, ao entrar, achareis preso um jumentinho em que nenhum homem ainda montou; soltai-o e trazei-o. 19.30 E, se alguém vos perguntar: Por que o soltais? assim lhe direis: Porque o Senhor o há de mister (precisa dele). 19.31

A alguns fariseus que disseram: Mestre, repreende teus discípulos. (em sua entrada triunfal em Jerusalém)

Digo-vos que, se estes se calarem, as próprias pedras clamarão. 19.40

Chorando a vista de Jerusalém

Ah! se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas agora isto está encoberto aos teus olhos. 19.42 Porque dias virão sobre ti, em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todos os lados; 19.43 e te derrubarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação. 19.44

No templo

Está escrito: A minha casa é casa de oração; mas vós fizestes dela covil de salteadores. 19.46

No templo, aos principais sacerdotes, a escribas e a anciãos que questionavam sua autoridade

Também eu vos farei uma pergunta: Dizei-me pois: 20.3 O batismo de João era do céu ou dos homens? 20.4 Tampouco vos direi com que autoridade faço isto. 20.8

No templo – a parábola dos lavradores maus

Certo homem plantou uma vinha, e arrendou-a a uns lavradores, e partiu para fora da terra por muito tempo; 20.9 e no tempo próprio mandou um servo aos lavradores, para que lhe dessem dos frutos da vinha; mas os lavradores, espancando-o, mandaram-no vazio. 20.10 E tornou ainda a mandar outro servo; mas eles, espancando também a este, e afrontando-o, mandaram-no vazio. 20.11 E tornou ainda a mandar um terceiro; mas eles, ferindo também a este, o expulsaram. 20.12 E disse o senhor da vinha: Que farei? Mandarei o meu filho amado; talvez que, vendo, o respeitem. 20.13 Mas, vendo-o os lavradores, arrazoaram entre si, dizendo: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, para que a herança seja nossa. 20.14 E, lançando-o fora da vinha, o mataram. Que lhes fará, pois, o senhor da vinha? 20.15 Irá, e destruirá estes lavradores, e dará a outros a vinha.

No templo – aos principais sacerdotes, a escribas e a anciãos, sobre a parábola dos lavradores maus

Que é isto, pois, que está escrito? A pedra, que os edificadores reprovaram, Essa foi feita cabeça da esquina (principal pedra angular). 20.17 Qualquer que cair sobre aquela pedra ficará em pedaços, e aquele sobre quem ela cair será feito em pó. 20.18

No templo – aos escribas e aos principais sacerdotes

Por que me tentais? 20.23 Mostrai-me uma moeda. De quem é a imagem e a inscrição?  20.24 Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. 20.25

No templo – a saduceus, religiosos que diziam não haver ressurreição

Os filhos deste mundo casam-se, e dão-se em casamento; 20.34 mas os que forem havidos por dignos de alcançar o mundo vindouro, e a ressurreição dentre os mortos, nem hão de casar, nem ser dados em casamento; 20.35 porque já não podem mais morrer; pois são iguais aos anjos, e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição. 20.36 E que os mortos hão de ressuscitar também o mostrou Moisés junto da sarça, quando chama ao Senhor Deus de Abraão, e Deus de Isaque, e Deus de Jacó. 20.37 Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; porque para ele vivem todos. 20.38

No templo

Como dizem que o Cristo é filho de Davi? 20.41 Visto como o mesmo Davi diz no livro dos Salmos: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, 20.42 Até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés. 20.43 Se Davi lhe chama Senhor, como é ele seu filho? 20.44

No templo – aos seus discípulos – sobre os escribas e as viúvas

Guardai-vos dos escribas, que querem andar com vestes compridas; e amam as saudações nas praças, e as principais cadeiras nas sinagogas, e os primeiros lugares nos banquetes; 20.46 Que devoram as casas das viúvas, fazendo, por pretexto, largas orações. Estes receberão maior condenação. 20.47

No templo – a oferta da viúva

Em verdade vos digo que lançou mais do que todos, esta pobre viúva; 21.3 Porque todos aqueles deitaram para as ofertas de Deus do que lhes sobeja; mas esta, da sua pobreza, deitou todo o sustento que tinha. 21.4

No templo – a destruição do templo

Quanto a estas coisas que vedes, dias virão em que não se deixará pedra sobre pedra, que não seja derrubada. Lucas 21:6

No templo – o princípio das dores

Vede não vos enganem, porque virão muitos em meu nome, dizendo: Sou eu, e o tempo está próximo. Não vades, portanto, após eles. 21.8 E, quando ouvirdes de guerras e sedições, não vos assusteis. Porque é necessário que isto aconteça primeiro, mas o fim não será logo. 21.9

Levantar-se-á nação contra nação, e reino contra reino; 21.10 e haverá em vários lugares grandes terremotos, e fomes e pestilências; haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu. 21.11 Mas antes de todas estas coisas lançarão mão de vós, e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e às prisões, e conduzindo-vos à presença de reis e presidentes, por amor do meu nome. 21.12 E vos acontecerá isto para testemunho. 21.13 Proponde, pois, em vossos corações não premeditar como haveis de responder; 21.14 Porque eu vos darei boca e sabedoria a que não poderão resistir nem contradizer todos quantos se vos opuserem. 21.15 E até pelos pais, e irmãos, e parentes, e amigos sereis entregues; e matarão alguns de vós. 21.16 E de todos sereis odiados por causa do meu nome. 21.17 Mas não perecerá um único cabelo da vossa cabeça. 21.18 Na vossa paciência possuí as vossas almas. 21.19

No templo – Jerusalém cercada

Mas, quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei então que é chegada a sua desolação. 21.20 Então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes; os que estiverem no meio da cidade, saiam; e os que nos campos não entrem nela. 21.21 Porque dias de vingança são estes, para que se cumpram todas as coisas que estão escritas. 21.22 Mas ai das grávidas, e das que criarem naqueles dias! porque haverá grande aperto na terra, e ira sobre este povo. 21.23 E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem. 21.24

No templo – a segunda vinda de Jesus

E haverá sinais no sol e na lua e nas estrelas; e na terra angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas. 21.25 Homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto as virtudes do céu serão abaladas. 21.26 E então verão vir o Filho do homem numa nuvem, com poder e grande glória. 21.27 Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima. 21.28

No templo – a parábola da figueira – vigiar em todo o tempo

Olhai para a figueira, e para todas as árvores; 21.29 Quando já têm rebentado, vós sabeis por vós mesmos, vendo-as, que perto está já o verão. 21.30 Assim também vós, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o reino de Deus está perto. 21.31 Em verdade vos digo que não passará esta geração até que tudo aconteça. 21.32 Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar. 21.33 E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia. 21.34 Porque virá como um laço sobre todos os que habitam na face de toda a terra. 21.35 Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem. 21.36

A Pedro e João – a Páscoa

Ide, preparai-nos a páscoa, para que a comamos. Lucas 22:8 Eis que, quando entrardes na cidade, encontrareis um homem, levando um cântaro de água; segui-o até à casa em que ele entrar. 22.10 E direis ao pai de família da casa: O Mestre te diz: Onde está o aposento em que hei de comer a páscoa com os meus discípulos? 22.11 Então ele vos mostrará um grande cenáculo mobilado; aí fazei preparativos. 22.12

Aos apóstolos – a Páscoa e a ceia do Senhor

Desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça; 22.15 porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de Deus. 22.16 Tomai-o (o cálice), e reparti-o entre vós; 22.17 porque vos digo que já não beberei do fruto da vide, até que venha o reino de Deus. 22.18

Isto é o meu corpo (o pão), que por vós é dado; fazei isto em memória de mim. 22:19 Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós. 22.20 Mas eis que a mão do que me trai está comigo à mesa. 22.21 E, na verdade, o Filho do homem vai segundo o que está determinado; mas ai daquele homem por quem é traído! 22.22

Os reis dos gentios dominam sobre eles, e os que têm autoridade sobre eles são chamados benfeitores. 22.25 Mas não sereis vós assim; antes o maior entre vós seja como o menor; e quem governa como quem serve. 22.26 Pois qual é maior: quem está à mesa, ou quem serve? Porventura não é quem está à mesa? Eu, porém, entre vós sou como aquele que serve. 22.27 E vós sois os que tendes permanecido comigo nas minhas tentações. 22.28 E eu vos destino o reino, como meu Pai mo destinou, 22.29 para que comais e bebais à minha mesa no meu reino, e vos assenteis sobre tronos, julgando as doze tribos de Israel. 22.30

A Pedro

Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo; 22.31 mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, confirma teus irmãos. 22.32 Digo-te, Pedro, que não cantará hoje o galo antes que três vezes negues que me conheces. 22.34

Aos apóstolos

Quando vos mandei sem bolsa, alforje, ou alparcas, faltou-vos porventura alguma coisa? 22.35 Mas agora, aquele que tiver bolsa, tome-a, como também o alforje; e, o que não tem espada, venda a sua capa e compre-a; 22.36 porquanto vos digo que importa que em mim se cumpra aquilo que está escrito: E com os malfeitores foi contado. Porque o que está escrito de mim terá cumprimento. 22.37 Basta. (após dizerem: eis aqui duas espadas) 22.38

No Monte das Oliveiras – Getsêmani

  • Aos discípulos

Orai, para que não entreis em tentação. 22:40

  • Ao Pai

Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua. 22:42

  • Aos discípulo

Por que estais dormindo? Levantai-vos, e orai, para que não entreis em tentação. 22:46

  • A Judas

Judas, com um beijo trais o Filho do homem? 22:48

  • Ao discípulo que cortou a orelha do servo do sumo sacerdote

Deixai-os; basta.  22:51

  • Aos principais sacerdotes, capitães do templo e anciãos

Saístes, como a um salteador, com espadas e varapaus? 22.52 Tenho estado todos os dias convosco no templo, e não estendestes as mãos contra mim, mas esta é a vossa hora e o poder das trevas. 22.53

Aos anciãos, sacerdotes e escribas – Concílio ou Sinédrio – onde perguntavam: És tu o Cristo?

Se vo-lo disser, não o crereis; 22.67 e também, se vos perguntar, não me respondereis, nem me soltareis. 22.68 Desde agora o Filho do homem se assentará à direita do poder de Deus. 22.69 Vós dizeis que eu sou. 22.70

A Pilatos – pois, perguntou: Tu és o Rei dos Judeus?

Tu o dizes. 23:3

A mulheres que lamentavam por ele rumo ao Calvário

Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai antes por vós mesmas, e por vossos filhos. 23.28 Porque eis que hão de vir dias em que dirão: Bem-aventuradas as estéreis, e os ventres que não geraram, e os peitos que não amamentaram! 23.29 Então começarão a dizer aos montes: Caí sobre nós, e aos outeiros: Cobri-nos. 23.30 Porque, se ao madeiro verde fazem isto, que se fará ao seco? 23.31

Ao Pai no Calvário

Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. 23:34

A um dos malfeitores no Calvário que disse: Lembra-te de mim quando entrares no teu reino

Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso. 23:43

Ao Pai no Calvário

Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. 23:46

A dois discípulos (um se chamava Cléopas) a caminho de Emaús

Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós, e por que estais tristes? 24:17 Quais? 24.19 (Porque Cléopas perguntou: Ignoras as ocorrências destes últimos dias?) Ó néscios, e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! 24.25 Porventura não convinha que o Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória? 24.26 E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras. 24.27

Aos dois discípulos, aos onze apóstolos e outros discípulos

Paz seja convosco. 24:36 Por que estais perturbados, e por que sobem tais pensamentos aos vossos corações? 24.38 Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho. 24.39 Tendes aqui alguma coisa que comer? 24:41 São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos. 24:44 Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos, 24.46 E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém. 24.47 E destas coisas sois vós testemunhas. 24.48 E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder. 24.49

A benção e ascensão

E levou-os fora, até Betânia; e, levantando as suas mãos, os abençoou. 24.50 E aconteceu que, abençoando-os ele, se apartou deles e foi elevado ao céu. 24.51 E, adorando-o eles, tornaram com grande júbilo para Jerusalém. 24.52 E estavam sempre no templo, louvando e bendizendo a Deus. Amém. 24.53

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